DF tem laboratório especializado em diagnóstico e prevenção da raiva

Espaço foi criado em 1978, quando o ocorreu o único caso de raiva humana registrada no Distrito Federal

atualizado 19/10/2021 15:52

Entrada do laboratório de raiva no DFBreno Esaki/Agência Saúde-DF

O Distrito Federal dispõe de um laboratório especializado em diagnóstico e prevenção da raiva. O local fica dentro da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses. O espaço foi criado em 1978, quando ocorreu o único caso de raiva humana no DF. A última vez que a capital registrou a doença em cães foi em 2000 e, em gatos, em 2001.

O laboratório segue as diretrizes do Programa Nacional de Profilaxia da Raiva Humana, do Ministério da Saúde, voltado para combater a doença no país. O programa engloba ações como a campanha de vacinação antirrábica em massa de cães e gatos, atendimento a pessoas expostas, como humanos agredidos e profissionais que trabalham com animais. Além da internação e tratamento a paciente com diagnóstico.

“Com o advento das campanhas de vacinação antirrábica de cães e gatos, somadas à vigilância laboratorial, eu posso afirmar categoricamente que o vírus não circula na população de cães e gatos do DF”, afirma o médico veterinário e gerente substituto da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses, Laurício Monteiro.

“Os tutores de cães e gatos devem levar seus animais para serem vacinados nas campanhas e em clínicas veterinárias, para manutenção do status livre da raiva em cães, gatos e humanos no Distrito Federal”, completa.

Raiva

A raiva é uma doença infecciosa de origem viral e é capaz de levar ao óbito. A doença acomete todas espécies de mamíferos, inclusive, seres humanos. O vírus pode ser transmitido por meio de mordida e arranhões de animais infectados. Há risco de transmissão também pela lambedura de mucosas ou pele lesionada.

Quando o animal está infectado com o vírus da raiva animal pode tornar-se agressivo, mordendo pessoas, animais e objetos, ou ficar triste, procurando lugares escuros; o latido torna-se diferente do normal; fica de boca aberta e com muita salivação; recusa alimento ou água, tendo dificuldade de engolir (parecendo engasgado); fica sem coordenação motora e passa a ter convulsões, paralisia das patas traseiras (como se estivesse descadeirado), paralisia total e pode até morrer.

O que fazer

Caso seja mordido por um animal, mesmo vacinado, é recomendado lavar o ferimento com água e sabão e procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O caso deve ser comunicado à Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, pelo telefone (61) 2017-1342, ou ao Disque Saúde – 160 pelo e-mail: [email protected].

O animal deve ficar em observação durante dez dias, em local seguro, recebendo água e comida normalmente e acompanhamento de um médico veterinário. Caso não seja possível observar o animal em casa, deve-se encaminhá-lo ao canil da Gerência de Vigilância Ambiental Zoonoses (GVAZ), da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, da Secretaria de Saúde. (Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal)

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