DF tem a maior taxa de estudantes que usaram drogas no país, diz IBGE

Durante a pesquisa, foram ouvidos 4.155 alunos de 79 escolas particulares e públicas do Distrito Federal

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1 de 1 arte sobre a taxa de estudantes que usam drogas no Brasil - Foto: Arte/Metrópoles

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 divulgada nesta quarta-feira (25/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Distrito Federal, tem a maior taxa nacional de estudantes (12,2%) entre 13 e 17 anos que experimentaram alguma droga ilícita ao menos uma vez.

Apesar de a taxa ser alta, houve uma diminuição de quase nove pontos percentuais em relação a 2024, quando 21% dos alunos entrevistados informaram que já tinham usado drogas ilícitas.

Durante a pesquisa, foram ouvidos 4.155 alunos de 79 escolas particulares e públicas do Distrito Federal.

A PeNSE 2024 investigou como sendo drogas ilícitas: maconha, haxixe, heroína, cocaína, crack, merla, pasta base, oxi, metanfetamina, GHB, ecstasy, LSD, DMT, MDMA, cogumelos alucinógenos, cola, loló, lança-perfume, skank, K9 e outras.

Foram coletados dados sobre a ocorrência e idade da experimentação, uso atual e sobre o contato com usuários.

Entre as unidades federativas (UFs) que apresentaram a maior prevalência do uso recente de maconha, o Distrito Federal teve o registro de 4,5% dos alunos, atrás somente do Espírito Santo (4,8%).

No quesito verificação de deveres de casa de pais ou responsáveis, o Distrito Federal teve o segundo menor percentual (34,1%), atrás apenas do Rio de Janeiro (33,3%).

Sexo e segurança

Entre os mais de 4 mil alunos ouvidos, 36,9% confessaram ter tido relações sexuais com 13 anos de idade ou menos, ficando bem próximo da média nacional (36,9%). A capital federal registrou a segunda menor taxa nacional no quesito gravidez, quando apenas 4,3% das meninas engravidaram.

Os alunos do Distrito Federal se destacaram no uso do cinto de segurança quando andaram de carro, sendo a unidade da federação que menos deixou de usar cinto (20,5%).

Por outro lado, com o maior percentual nacional (45,8%), os brasilienses comunicaram que o condutor do veículo utilizava celular enquanto dirigia.

Outro número negativo registrado no DF diz respeito a como os entrevistados percebem a insegurança de diretores e responsáveis pela escola. Neste ponto, o percentual registrado alcançou 95,8%, liderando mais uma vez o ranking entre as UFs.

PeNSE

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar reúne informações essenciais sobre fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes em escolas públicas e privadas do Brasil.

Realizada desde 2009 pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do MEC, ela acompanha temas como hábitos alimentares, atividade física, uso de substâncias, saúde mental, violência e ambiente escolar.

Ao longo das edições, ampliou sua abrangência e métodos, incluindo novas faixas etárias e diferentes planos amostrais, permitindo comparações nacionais e internacionais.

Seus resultados ajudam a orientar políticas públicas e ações voltadas ao bem-estar e à qualidade de vida dos estudantes brasileiros.

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