DF tem 23 áreas de risco para enxurradas, alagamentos e deslizamentos
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, mais de 3 mil pessoas vivem nas localidades apontadas pela Defesa Civil como de risco

Mais de 3 mil pessoas vivem em 23 áreas de risco no Distrito Federal (DF). É o que aponta o Demonstrativo Social 2026 elaborado pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil, da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, e publicado no Diário Oficial do DF (DODF) desta quarta-feira (16/9).
Veja:
Segundo a portaria, as localidades estão suscetíveis a catástrofes como alagamentos, enxurradas, deslizamentos, incêndio e até mesmo voçoroca – fenômeno em que a erosões rasgam crateras e abismos pela força das chuvas.
Os locais de risco com maior número de moradores são o Conjunto A da Vila Rabelo 2, a Vila Cahuy e o Setor de Inflamáveis no SCIA, com, respectivamente, 729, 416 e 303 residentes.
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Ver todasA lista de áreas de risco inclui ainda localidades em Arniqueira, Fercal, Núcleo Bandeirante, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Setor Habitacional Água Quente, SCIA, Sobradinho II, Sol Nascente e Pôr do Sol.
El Niño
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há mais de 90% de chance de o El Niño atingir intensidade muito forte, ainda na primavera deste ano, no Brasil.
A partir de 22 de setembro, o país terá condições meteorológicas da estação do ano, trazendo chuva acima da média a algumas regiões e intensificação da seca para outras.
Além disso, o Inmet projetou que há 75% de chance de o evento ser o mais intenso dos últimos 76 anos, com base na análise de boletins climáticos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA.
Estragos da chuva
Em maio, fortes chuvas causaram estragos em diversos pontos do DF. Alagamentos, enxurradas e danos estruturais foram registrados em diversas cidades como Asa Norte, Arniqueira, Recanto das Emas e Taguatinga.
O temporal derrubou parte do teto do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Na Asa Norte, na altura da Quadra 907, a gravação mostra boca de lobo completamente tomada pela água, formando uma espécie de “chafariz”.
Os impactos também atingiram o transporte público. A estação Central do Metrô do DF, na Rodoviária do Plano Piloto, deixou de funcionar em razão das descargas elétricas registradas durante o temporal.



