DF tem 15,9 mil alunos especiais e só 3,2 mil profissionais de apoio

Escolas públicas contam com 2,6 mil educadores sociais voluntários e 571 monitores para oferecer suporte aos alunos com deficiência

atualizado 18/02/2022 12:53

Sala de aula vaziaHugo Barreto/Metrópoles

Famílias de alunos especiais reivindicam monitores e educadores sociais voluntários (ESVs) nas escolas públicas para apoiar o aprendizado dos filhos na rede de ensino do Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Educação, o sistema público tem 15.927 estudantes com deficiência matriculados, 571 monitores e 2.667 ESVs. Em 2021, eram 4.482 ESVs.

Na leitura da pasta, faltam, aproximadamente, 3 mil monitores na rede pública. Para sanar o déficit de pessoal, a gestão da Educação afirma que está em tratativa com a Secretaria de Economia para chamar os aprovados em concurso público.

A secretaria afirma que reorganiza o atendimento e faz ajustes neste início de ano letivo priorizando aqueles estudantes que mais necessitam. “Nenhum aluno com deficiência será prejudicado. Os pais ou responsáveis cujos filhos estiverem sem atendimento podem procurar a Secretaria de Educação por meio da Central 162”, informou a pasta.

A Secretária de Educação Hélvia Paranaguá, esteve na inauguração e aproveitou para lembrar que novos educadores sociais serão chamados pela Educação para criar cadastro reserva.

“A gente apanhou muito por causa do educador social voluntário. Nós tínhamos muitos profissionais com desvio de função, educadores sendo bedel em escola e outras funções que não seriam o ideal. Nós refizemos nossa portaria, fizemos um cadastro reserva e onde tiver um aluno com necessidade, nós iremos colocar um educador social para trabalhar. Todos serão devidamente assistidos e a Secretaria de Educação está trabalhando nisso”, pontuou.

Ausência

A ausência dos monitores foi denunciada por pais, mães e estudantes após a volta às aulas na última segunda-feira (14/2). A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) assegura que alunos com deficiência tenham direito ao suporte de monitores ou de educadores nas escolas públicas.

Segundo o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) e a Associação dos Monitores do DF, o serviço deveria ser prestado por monitores, mas o governo local contrata educadores sociais voluntários para estarem ao lado dos estudantes. Teoricamente, cada aluno deveria ser apoiado por um profissional.

Cobrança

Diante do drama das famílias dos estudantes, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal (OAB-DF), a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa solicitaram esclarecimentos e providências do governo local.

Além disso, cerca de 25 mães com filhos especiais na Escola Classe 8, no Guará 2, assinaram, nesta quinta-feira (17/2), um abaixo-assinado cobrando auxiliares para as crianças. O documento será enviado para a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (ProEduc) e ao Conselho Tutelar da cidade.

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