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DF: rede de supermercado é flagrada despejando lixo em área ambiental

Valor da multa é de R$ 126 mil, um caminhoneiro reincidente também foi multado. Refúgio de Vida Silvestre Gatumé é a área de descarte ilegal

atualizado

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DF Legal/Reprodução
Caminhoneiro reincidente
1 de 1 Caminhoneiro reincidente - Foto: DF Legal/Reprodução

Um local já conhecido por ser alvo constante de descarte ilegal de lixo em Samambaia, o Refúgio de Vida Silvestre Gatumé, foi novamente usado como lixão nesta semana e virou foco de uma operação de fiscalização.

Nesta terça-feira (15/7), fiscais do DF Legal encontraram toneladas de entulho, restos de comida, recicláveis e outros resíduos espalhados pela área de preservação ambiental.

Os auditores vasculharam o material jogado em um acesso ao parque entre a QN 427 e a QN 429, próximo à UBS 3, e encontraram notas fiscais e outros documentos que permitiram rastrear os responsáveis. Quatro unidades de uma mesma rede de supermercados foram multadas em R$ 31.566,28 cada, somando mais de R$ 126 mil no total.

Embora o DF Legal não tenha revelado os nomes dos estabelecimentos, o Metrópoles apurou que eles pertencem à Rede de Supermercados Primor. Eles foram notificados a recolher o lixo no prazo máximo de 24 horas, sob risco de uma nova multa, com valor dobrado.

Em nota enviada à reportagem, a Primor nega que resíduos encontrados na área em questão tenham sido descartados por veículos ou por colaboradores dela.

“Conforme apuração interna, a ação foi praticada, sem autorização, por um colaborador da empresa terceirizada REIS RECICLÁVEIS E COMÉRCIO DE MÓVEIS LTDA, contratada exclusivamente para o recolhimento e transporte de papelão reciclável”, disse (leia mais no fim desta reportagem).

A empresa acrescenta que “repudia veementemente qualquer prática que cause impacto ao meio ambiente e reafirma seu compromisso com a sustentabilidade, a responsabilidade social e o cumprimento integral da legislação ambiental”.

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Fiscais do DF Legal encontram documentos que ligam rede de supermercados a descarte irregular no Refúgio de Vida Silvestre Gatumé.
Área de preservação ambiental em Samambaia vira depósito de resíduos, incluindo entulho, restos de comida e recicláveis.
Rede de supermercados Primor é multada em mais de R$ 126 mil por descartar ilegalmente lixo no Refúgio Gatumé, local constantemente alvo de descarte irregular.
Toneladas de lixo ilegal descartado no Refúgio Gatumé, em Samambaia, preocupam fiscais do DF Legal durante operação nesta terça-feira (15/7).
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Toneladas de lixo ilegal descartado no Refúgio Gatumé, em Samambaia, preocupam fiscais do DF Legal durante operação nesta terça-feira (15/7).

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Fiscais do DF Legal encontram documentos que ligam rede de supermercados a descarte irregular no Refúgio de Vida Silvestre Gatumé.
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Fiscais do DF Legal encontram documentos que ligam rede de supermercados a descarte irregular no Refúgio de Vida Silvestre Gatumé.

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Área de preservação ambiental em Samambaia vira depósito de resíduos, incluindo entulho, restos de comida e recicláveis.
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Área de preservação ambiental em Samambaia vira depósito de resíduos, incluindo entulho, restos de comida e recicláveis.

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Rede de supermercados Primor é multada em mais de R$ 126 mil por descartar ilegalmente lixo no Refúgio Gatumé, local constantemente alvo de descarte irregular.
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Rede de supermercados Primor é multada em mais de R$ 126 mil por descartar ilegalmente lixo no Refúgio Gatumé, local constantemente alvo de descarte irregular.

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Caminhoneiro reincidente

A operação também resultou na punição de um caminhoneiro que já havia sido flagrado antes cometendo o mesmo crime. Na noite de segunda-feira (14/7), ele foi visto despejando lixo no parque e tentando colocar fogo para apagar vestígios. Ele foi multado em R$ 29.352,72.

No dia seguinte, terça-feira, ele foi abordado novamente enquanto dirigia pelas ruas de Samambaia com o caminhão cheio de lixo, sem os documentos obrigatórios para transporte. Levou outras duas multas — uma de cerca de R$ 30 mil e outra de R$ 6.401,08 — e teve o caminhão apreendido.

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Multado em quase R$ 30 mil, motorista tentou queimar resíduos para apagar provas do descarte irregular no parque.
No dia seguinte, ele foi parado novamente dirigindo pelas ruas com caminhão cheio de lixo e sem documentação.
Além das multas, que somam mais de R$ 65 mil, o caminhão do infrator foi apreendido pela fiscalização.
Caminhoneiro reincidente foi flagrado na noite de segunda (14/7) despejando lixo e ateando fogo no Refúgio Gatumé, em Samambaia.
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Caminhoneiro reincidente foi flagrado na noite de segunda (14/7) despejando lixo e ateando fogo no Refúgio Gatumé, em Samambaia.

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Multado em quase R$ 30 mil, motorista tentou queimar resíduos para apagar provas do descarte irregular no parque.
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Multado em quase R$ 30 mil, motorista tentou queimar resíduos para apagar provas do descarte irregular no parque.

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No dia seguinte, ele foi parado novamente dirigindo pelas ruas com caminhão cheio de lixo e sem documentação.
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No dia seguinte, ele foi parado novamente dirigindo pelas ruas com caminhão cheio de lixo e sem documentação.

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Além das multas, que somam mais de R$ 65 mil, o caminhão do infrator foi apreendido pela fiscalização.
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Além das multas, que somam mais de R$ 65 mil, o caminhão do infrator foi apreendido pela fiscalização.

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Primor culpa terceirizada

Em nota, a Primor afirma que “os materiais estavam devidamente separados e organizados, próximos aos fardos de recicláveis, aguardando o recolhimento regular pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU), conforme os limites legais: até 48 kg por coleta (em dias alternados) e 24 kg por dia para resíduos indiferenciados”.

Segundo a empresa, o colaborador da empresa Reis, “sem autorização ou qualquer amparo técnico ou contratual, retirou indevidamente esses resíduos, que foram posteriormente descartados em local inapropriado”.

“Tal conduta viola diretamente o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) da rede PRIMOR e contraria o princípio da destinação ambientalmente adequada, previsto na Lei nº 12.305/2010”, acrescentou.

A Primor acrescenta que, assim que tomou conhecimento da situação, “suspendeu e rescindiu o contrato com a empresa REIS RECICLÁVEIS; comunicou os órgãos ambientais competentes, como o Ibram e o Ministério Público; contratou, por iniciativa própria, uma empresa especializada para a limpeza total da área afetada, inclusive para remoção de resíduos que não são de responsabilidade da rede e iniciou a revisão do PGRS e dos contratos com prestadores de serviço, reforçando cláusulas ambientais, penalidades e mecanismos de controle.”

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