DF: pai de criança morta pela mãe ainda não voltou para casa

Em conversas com a proprietária do prédio, Giuvan Félix, 26 anos, disse que estava bem, mas não tem previsão para voltar à cena do crime

atualizado 17/02/2020 16:35

Reprodução/Redes sociais

Cinco dias após o assassinato da filha, Júlia Félix de Moraes, de apenas 2 anos e 2 meses, Giuvan Félix, 25, ainda não retornou ao prédio onde o crime ocorreu, em Vicente Pires. Assassina confessa e mãe da criança, Laryssa Yasmim Pires de Moraes, 21, estava morando temporariamente com Giuvan, depois de ter sido expulsa de casa.

Em conversas com Maria Gilmaria, 44, proprietária do prédio onde Giuvan mora, contou que ele ainda não sabe quando voltará para o apartamento. “Tive uma conversa curta com ele. Giuvan me disse que estava bem, mas sem previsão para voltar ao imóvel”, explicou a.

Na última sexta-feira (14/02/2020), Laryssa teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Na sentença, a juíza Flávia Pinheiro Brandão Oliveira considerou que o modus operandi da mulher no crime denota “periculosidade social”.

Enterro 

O corpo de Julinha, como a menina era tratada por familiares e amigos, foi enterrado na sexta-feira (14/02/2020) em Padre Bernardo (GO), município goiano do Entorno do Distrito Federal. Durante o sepultamento, a mãe de Laryssa pediu perdão em nome da filha.

“Gostaria que vocês não julgassem as pessoas. Só Deus tem o direito de julgar e condenar. Eu estou sofrendo muito. Ela vai pagar pelo que fez”, destacou a merendeira Luciana Pires da Silva, 37. “É um pedido de uma mãe”, acrescentou a mulher, que chorou copiosamente abraçada a um ursinho de Júlia.

Muito abatido, Giuvan Félix chorou bastante durante o cortejo e não disse uma palavra. Permaneceu ao lado do jazigo e aparentava estar em choque. A família do recepcionista não se conforma com a barbárie.

“Não foi por falta de aviso. Ela [Laryssa] tentou matar Júlia afogada em uma banheira e inventou a desculpa de que foi acidente. Desde então, o Giuvan pedia a guarda da menina”, lembrou Elves Rodrigues de Oliveira, 30, irmão de Giuvan. O episódio teria ocorrido há seis meses.

“Ele estava lutando pela guarda. Amava muito a minha sobrinha e dava para ela o que ele tinha e o que não tinha”, frisou Elves, muito abalado. Ele diz que os esforços agora são para dar todo o apoio a Giuvan, que foi inocentado. “Temos que consolar e ver como ele fica. Não é fácil para um pai perder uma filha desse jeito. Ainda mais que ele presenciou tudo”, ressaltou.

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