DF: ocupação de UTIs adulto atinge 100% na rede pública nesta quarta

Até as 14h30, a lista de espera tinha 139 pessoas com suspeita ou confirmação de infecção pela Covid-19

atualizado 10/03/2021 16:47

Paciente em maca e profissionais de saúdeHugo Barreto/Metrópoles

A taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) voltadas para pacientes adultos com Covid-19 na rede pública do Distrito Federal chegou a 100% no início da tarde desta quarta-feira (10/3). De acordo com o sistema InfoSaúde, do GDF, atualizado às 14h10, a ocupação atual de UTIs para tratamento do novo coronavírus, no geral, é de 96,83%.

Atualmente, há 275 leitos para Covid-19 ocupados e 9 vagos na rede pública. Entre as unidades disponíveis, no entanto, quatro são neonatais e cinco pediátricas, não havendo UTIs adulto livres. Outros 12 leitos estão bloqueados ou aguardando liberação.

Os únicos leitos de UTI Covid livres, neste momento, na rede pública estão no Hospital da Criança de Brasília (HCB), onde há cinco unidades pediátricas, e no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em que funcionam quatro neonatais. Não há vagas em outras instituições públicas de saúde.

Além disso, até as 14h30 desta quarta, a lista de espera por UTI na rede pública tinha 139 pessoas com suspeita ou confirmação de infecção pelo novo coronavírus.

Já a rede privada de saúde está com taxa de ocupação de 96,18%. Os dados foram atualizados às 11h10. São 278 leitos de UTI Covid ocupados, 12 disponíveis – destes, apenas um é pediátrico – e dois bloqueados.

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Bandeira vermelha no Hran

Nesta quarta, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência no tratamento do novo coronavírus no Distrito Federal, decretou bandeira vermelha devido à superlotação. Dessa forma, o atendimento na unidade está agora limitado a pacientes com casos graves e com risco de morte.

Segundo a direção do Hran, neste momento, todos os pacientes que estão no local são atendidos. Porém, devido ao aumento acentuado de casos da Covid-19 nos últimos dias, o hospital “está operando além de sua capacidade”.

“O atendimento na unidade está restrito e foi necessária a decretação de bandeira vermelha na unidade devido à superlotação. A direção esclarece que a bandeira vermelha, que limita o atendimento a casos graves, com risco de morte, é decretada em virtude da alta demanda de pacientes. Isso ocorre sempre que a insuficiência de estrutura física impede o acolhimento de novos pacientes”, informou, em nota.

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