DF: ex-médico acusado de queimar a mãe viva carregava tíner no carro

Lauro Estevão Vaz será julgado por um júri popular. Ele é acusado de causar o incêndio que matou a própria mãe

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1 de 1 Lauro-vaz-1 - Foto: Reprodução

Segundo testemunhas, o ex-médico Lauro Estevão Vaz mantinha um frasco de tíner dentro do carro na época em que sua mãe, Zely Alves Curvo, de 94 anos, morreu em um incêndio. Lauro será julgado pelo Tribunal do Júri, acusado de ter provocado o fogo no apartamento onde a idosa morava.

De acordo com o processo que corre no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a Polícia Civil do DF encontrou o material inflamável no veículo do réu durante as investigações.

Além disso, os investigadores encontraram, no celular de Lauro que foi apreendido, “fatos importantes de uma conversa no dia [do incêndio], além de constatada uma pesquisa no YouTube sobre mortes trágicas de artistas”. A investigação também teria frisado que Zely ficava frequentemente sozinha, mesmo sendo totalmente dependente.

Lauro aguarda preso a definição da data do júri. Ele será julgado pelo crime de feminicídio praticado contra pessoa maior de 60 anos e em vulnerabilidade física.

Incêndio em apartamento

O incêndio que matou Zely, moradora no Residencial Monet em Águas Claras, foi provocado por Lauro em 31 de maio de 2024. Declarações de testemunhas e o laudo pericial criminal elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) revelaram que as chamas iniciaram no quarto em que a idosa estava acamada.

Ainda segundo o processo, quando as chamas foram extintas, o corpo de Zely estava carbonizado. Lauro, que chegou ao local próximo ao meio-dia, olhou o corpo da mãe e depois foi embora.

Em depoimento, Lauro declarou que tinha uma boa relação com Zely e cuidava dela desde de 2021. Ele confirmou que, em decorrência de um AVC sofrido em 2022, a mãe ficou acamada e com demências. O acusado também admitiu que deixou a idosa sozinha e com aparelhos elétricos ligados para levar a ex-namorada ao trabalho e ir à academia.

Ele ainda declarou que recebeu várias ligações desconhecidas e retornou ao apartamento devido à insistência. Após o incêndio, Lauro retornou ao apartamento para pegar carnes e roupas, mas negou ter alterado a cena do crime e alegou que não havia isolamento policial quando entrou no imóvel.

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Crime ocorreu na manhã de 31 de maio de 2024
Vítima tinha 94 anos e estava acamada
Vítima morava no apartamento com o filho, o ex-médico Lauro Estevão Vaz
Ele não estava no imóvel no momento do incêndio
Ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)
Zely Alves Curvo, 94 anos, morreu em incêndio no Residencial Monet, em Águas Claras
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Zely Alves Curvo, 94 anos, morreu em incêndio no Residencial Monet, em Águas Claras

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Crime ocorreu na manhã de 31 de maio de 2024
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Crime ocorreu na manhã de 31 de maio de 2024

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Vítima tinha 94 anos e estava acamada
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Vítima tinha 94 anos e estava acamada

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Vítima morava no apartamento com o filho, o ex-médico Lauro Estevão Vaz
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Vítima morava no apartamento com o filho, o ex-médico Lauro Estevão Vaz

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Ele não estava no imóvel no momento do incêndio
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Ele não estava no imóvel no momento do incêndio

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Ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)
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Ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)

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Devido às chamas, dois andares do condomínio precisaram ser esvaziados
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Devido às chamas, dois andares do condomínio precisaram ser esvaziados

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Animais de estimação também precisaram ser resgatados
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Animais de estimação também precisaram ser resgatados

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Ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)

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Ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)

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Ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)

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Acusado se exaltou em visita à mãe

Em maio de 2023, Zely ficou internada no Hospital Militar da Área de Brasília (HMab), devido a um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido quatro meses antes. A unidade de saúde deu alta para a idosa, mas Lauro se recusava a levá-la para casa. Em uma das visitas do ex-médico à mãe, ele se exaltou, a polícia foi chamada, e ele acabou detido.

Cassação por abuso sexual

Lauro é médico ginecologista. Ele foi condenado em primeira e segunda instâncias após ser acusado por duas pacientes de tocá-las indevidamente durante exames clínicos, entre 2009 e 2010, no Centro de Saúde nº 1, em São Sebastião (DF).

À época, uma delas tinha 17 anos e estava grávida. Ele também teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF).

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