DF é a única Unidade da Federação com queda em índices do ensino médio
Ensino do DF ficou abaixo da média nacional em todas as modalidades de ensino, aponta Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

O Distrito Federal foi a única Unidade da Federação que registrou queda nos índices educacionais do ensino médio no período de 2023 e 2025. O levantamento faz parte do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC).
Os anos finais da escola, 1º ao 3º ano do médio, obtiveram a nota mais crítica, quando comparada com a média nacional, de 4,5. Brasília ficou 0,4 ponto abaixo do país, com 4,1.
A média da capital federal ainda registrou queda quando comparada ao levantamento anterior, de 2023, onde a nota tinha sido 4,2.
O DF ainda está longe também do valor proposto pelo Ministério da Educação, que é de 5,2. Veja nota de todos os estados:
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Apenas 5 estados ficaram tiveram uma nota inferior a do DF, são eles: Amazonas (AM), Amapá (AP), Bahia (BA), Maranhão (MA) e Roraima (RR). Das 27 unidades federativas, apenas 11 atingiram a média ou acima dela.
De 2023 a 2025, período avaliado pela pesquisa, o índice apontado foi o maior em 20 anos, desde 2005. Ou seja, o Brasil alcançou os maiores valores da série histórica. Em contrapartida, o recorte do Distrito Federal mostra a capital abaixo da média do país em todas as categorias de ensino.
O Ideb avalia, em uma escala de 0 a 10, o desempenho dos alunos e o percentual de aprovação no ano escolar. A pesquisa é uma das principais ferramentas de monitoramento da qualidade da educação.
Ensino fundamental
Nas escolas públicas, os anos iniciais do ensino fundamental registraram uma nota nacional de 6,1, e o DF 6,0. Somado o ensino na rede privada e pública, a capital fica acima da média, com 6,4.
Ao todo, foram avaliados 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do fundamental em todo país.
Já nos anos finais do fundamental, do 6º ao 9º ano, a capital fica abaixo da média tanto na escala que leva em conta as escolas privadas, com 5,1, enquanto o país acumula 5,3. Considerando apenas o ensino público, o índice local fica em 4,7, enquanto o nacional crava os 5,0.

O que diz a Educação
Após a reportagem publicada, a Secretaria de Educação enviou nota fazendo ponderações sobre os números apresentados pelo Ideb. Leia abaixo, na íntegra:
“A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) apresenta, entre seus resultados da rede pública, destaques na alfabetização e na ênfase das intervenções pedagógicas. Em 2025, a região alcançou 65% de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental, um avanço de seis pontos percentuais (p.p) e resultado superior à meta projetada de 63%.
No 5º ano do Ensino Fundamental, os resultados do Saeb indicam relativa estabilidade das proficiências em relação a 2023. Nos Anos Finais, entretanto, os dados exigem a intensificação das ações, e o Ensino Médio constitui o principal ponto de atenção da rede. A estratégia para o próximo ciclo será ampliar, para os Anos Finais e para o Ensino Médio, a intensidade do acompanhamento pedagógico já adotado na alfabetização, com diagnóstico frequente, recomposição das habilidades essenciais, monitoramento por escola e apoio direcionado às Coordenações Regionais de Ensino (CREs).
Outro ponto a ser destacado é a participação dos estudantes nas avaliações. A rede pública alcançou participação de 91,3% no 5º ano, 87,2% no 9º ano e 80,3% na 3ª série do Ensino Médio.
A política educacional será organizada a partir de cinco frentes complementares: fortalecimento do Alfaletrando na alfabetização e nos Anos Iniciais; ampliação das ações de recomposição e correção de fluxo por meio do Programa SuperAção; fortalecimento do Programa Distrital Escola para as Adolescências nos Anos Finais; execução do Plano de Acompanhamento das Aprendizagens do Ensino Médio; e consolidação do SipaeDF como instrumento permanente de diagnóstico e acompanhamento.
Houve, ainda, um reforço no quadro da Educação com a nomeação de 3.442 novos servidores efetivos, sendo 3.104 professores, 80 orientadores educacionais e 258 gestores, ampliando as condições para a continuidade do trabalho pedagógico nas unidades escolares.



