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Distrito Federal

Dentista é levado a delegacia por atender com registro suspenso no DF

Histórico inclui suspensões e censuras por denúncias de dores, sangramentos e deformidades após procedimentos odontológicos

Reprodução
Dentista é levado a delegacia por atender com registro suspenso no DF

Um cirurgião-dentista foi conduzido a delegacia após ser flagrado atendendo um paciente mesmo estando proibido de exercer a profissão no Distrito Federal. A fiscalização foi realizada pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO-DF), com apoio da Polícia Civil (PCDF), em uma clínica no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

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O profissional foi identificado como José Augusto Toledo Patay (foto em destaque). Segundo o CRO-DF, ele está sob suspensão cautelar determinada pelo plenário do conselho e, por isso, não pode atender pacientes enquanto a medida estiver em vigor. O motivo específico da suspensão não foi informado no documento divulgado pelo órgão.

Durante a fiscalização, os agentes também constataram que a clínica não tinha as licenças sanitárias e os registros obrigatórios para funcionar regularmente.

Dentista já recebeu outras punições

Patay já recebeu quatro suspensões profissionais em processos éticos do CRO-DF, com prazos de 10 e 20 dias, além de duas suspensões de oito dias cada. Ele também foi punido com duas censuras públicas, medidas em que o conselho divulga oficialmente a repreensão ao profissional por infrações éticas.

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As denúncias envolvem tratamentos odontológicos e procedimentos estéticos. Entre os relatos registrados nos processos, estão dores, sangramentos, deformidades faciais e necessidade de tratamentos corretivos após os procedimentos.

Consequências criminais

A ocorrência foi encaminhada à 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte. Além de possíveis consequências administrativas no conselho, Patay poderá responder criminalmente pelo exercício da profissão durante o período de suspensão e por eventuais crimes contra a saúde pública, conforme a apuração das autoridades.

O conselho destacou que a fiscalização busca impedir o atendimento por profissionais suspensos e em clínicas sem a documentação exigida. A orientação é que os pacientes busquem informações sobre a situação do dentista e do estabelecimento antes de iniciar um tratamento. “Com esta ação, o CRO-DF reafirma o seu papel institucional de atuar firmemente na proteção à sociedade e no bom prestígio da odontologia”, afirmou o órgão, em nota.