De vascaíno a adolescente. Latrocínios no DF sobem de 3 para 9 em 2025

De janeiro a agosto, na comparação entre 2024 e 2025, os números saltaram de três para nove casos. Alguns deles chocaram o DF

atualizado

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Homenagem a Isaac, jovem assassinado após ter celular roubado (7)
1 de 1 Homenagem a Isaac, jovem assassinado após ter celular roubado (7) - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Os casos recentes de latrocínios acendem um alerta para a prática no Distrito Federal. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) mostram que, de janeiro a agosto, na comparação entre 2024 e 2025, a quantidade de vítimas triplicou — passando de três para nove ocorrências.

Apesar do aumento no número de latrocínios, outros Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) registram queda, no mesmo período, como as lesões corporais seguidas de morte (de oito para quatro) e as tentativas de latrocínio (de 47 para 46).

No caso específico dos latrocínios, o aumento pode ser ainda maior, já que, em setembro e outubro do ano passado, o DF registrou apenas uma vítima desse crime bárbaro e, nos mesmos meses de 2025, alguns casos trágicos foram registrados.

No dia 17 de outubro, Isaac Augusto de Brito Vilhena de Moraes, 16 anos, foi brutalmente assassinado com uma facada, durante um assalto cometido por um grupo de adolescentes. Ele teria reagido ao crime e, por isso, sofreu o golpe no tórax.

Em setembro, o torcedor do Vasco da Gama Eumar Vaz foi morto após ser esfaqueado dentro de um ônibus por um torcedor do Flamengo, que estava em um grupo de 20 flamenguistas. O caso também foi enquadrado como latrocínio, pois um dos envolvidos levou uma corrente que o vascaíno utilizava.

Já em agosto, dois homens realizaram uma série de assaltos violentos com facadas. Segundo a Polícia Civil (PCDF), os criminosos atacaram pelo menos cinco pessoas. Dois deles resultaram em mortes, enquanto outros três deixaram vítimas feridas. Ambos foram presos.

Outras tragédias

Outros casos de latrocínios chocaram o DF. Em junho, outro latrocínio. Um homem morreu esfaqueado após sofrer um assalto na Quadra 109 do Recanto das Emas. Segundo a Polícia Militar (PMDF), o próprio homem, antes de morrer, informou que havia sido vítima de assalto cometido por três bandidos.

Em abril, câmeras de segurança registraram o momento em que Anderson Melo Farias, 32 anos, foi morto esfaqueado no peito por um assaltante logo após ser roubado, em frente a um atacadão na QS 3, em Taguatinga Sul. Ele chegou a entrar em luta corporal com o criminoso. Um outro homem, que testemunhou o crime, tentou ajudar a vítima, mas Anderson morreu poucos minutos depois de ser golpeado.

No início do ano, em fevereiro, a motorista de aplicativo Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, 49, morreu após ser esfaqueada dentro do próprio carro enquanto trabalhava, no Cruzeiro Velho, durante um assalto. Depois do ataque, a vítima chegou a ligar para o marido para pedir socorro e dizer que “estava morrendo”.

O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do DF que informou, em nota, que tem direcionado investimentos para a capacitação das forças de segurança, a melhoria dos equipamentos utilizados e a adoção de tecnologias avançadas para otimizar o trabalho policial e o fortalecimento dos processos de gestão.

“Relatórios semanais são compartilhados com as forças de segurança, apontando as chamadas ‘manchas criminais’, em que é possível detectar dias, horários e locais de maior incidência de crimes, garantindo um policiamento efetivo”, disse o texto.

A nota também afirmou que a PMDF atua na implementação de medidas que visam aumentar a segurança nas regiões administrativas, direcionando o efetivo policial em áreas consideradas críticas, intensificando o patrulhamento ostensivo, e realizando operações específicas de combate à criminalidade, além de parcerias com outros órgãos e entidades públicas e privadas.

Por fim, a SSP-DF destacou a importância do registro de ocorrências pela população para subsidiar a elaboração de estudos e manchas criminais que indicam dias, horários e locais de maior incidência de cada crime, entre outras informações relevantes para o processo de investigação.

“Esses levantamentos são utilizados na elaboração de estratégias para o policiamento ostensivo da Polícia Militar, bem como para a identificação e desarticulação de possíveis grupos especializados por parte da Polícia Civil (PCDF)”, finalizou a nota.

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