metropoles.com

Cursinho fechado às vésperas de vestibular terá que indenizar alunos

Encerramento repentino das atividades deixou centenas de estudantes sem aulas às vésperas de provas e sem reembolso das mensalidades

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Google Maps
Screenshot_414
1 de 1 Screenshot_414 - Foto: Reprodução/Google Maps

Mais de 350 estudantes serão indenizados em R$ 2 mil cada após o fechamento repentino do Curso Exatas, em Brasília. A decisão é da 8ª Vara Cível, que atendeu a um pedido da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).


Relembre o caso do Curso Exatas

  • Às vésperas do vestibular da UnB, marcado para 23 e 24 de novembro de 2024, alunos foram surpreendidos com o anúncio de que o Curso Exatas suspenderia as aulas nas unidades Asa Norte e Taguatinga, sem previsão de retorno nem reembolso das mensalidades.
  • O comunicado foi enviado na noite de domingo (20/10), duas semanas antes do Enem (3 e 10 de novembro) e pouco mais de um mês do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da UnB.
  • De outubro de 2023 a janeiro de 2024, professores e colaboradores não receberam salários, totalizando R$ 1,32 milhão da folha de pagamento em atraso, referente ao período.
  • A comissão formada em fevereiro de 2024 precisou lidar com 70% dos salários atrasados, mais de 400 acordos judiciais antigos e um rombo adicional de R$ 700 mil, referente a 620 matrículas retiradas do caixa da empresa, supostamente para custear outro negócio do proprietário.
  • Em outubro de 2024, nenhum funcionário recebeu salário, nem parcelas atrasadas, provocando a suspensão definitiva das aulas.
  • Mais de 600 estudantes foram prejudicados, e os prejuízos estimados pelo Ministério Público superam R$ 2 milhões.

A sentença, proferida em 20 de outubro, condena o curso e seu proprietário a restituírem também as mensalidades pagas pelos alunos referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2024, além da indenização por danos morais. Os contratos foram oficialmente rescindidos a partir da data em que as aulas foram suspensas.

O curso preparatório encerrou as atividades de forma inesperada, às vésperas de provas importantes, sem qualquer aviso prévio. Segundo a Prodecon, a empresa se recusou a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que poderia ter resolvido a situação de forma extrajudicial. O prejuízo total aos estudantes foi estimado em mais de R$ 2 milhões.

A Justiça determinou ainda a desconsideração da personalidade jurídica da empresa, permitindo que o patrimônio pessoal do sócio-administrador seja usado para garantir o pagamento das indenizações.

Para o promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, a decisão reforça o papel do Ministério Público na defesa coletiva dos consumidores. “A sentença assegura a efetiva proteção aos direitos dos alunos e reafirma a legitimidade do MP na tutela desses interesses”, afirmou.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?