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Cultura DF

Mural danificado no MEC é coberto por divisórias. Obra foi pintada a pedido de Niemeyer na década de 1960

O <b>Metrópoles</b> denunciou o mau estado de conservação do painel em outubro

13/02/2016 05:40, atualizado 14/02/2016 06:17
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Arquivo pessoal
Mural danificado no MEC é coberto por divisórias. Obra foi pintada a pedido de Niemeyer na década de 1960

O mural de Gilda Reis Neto Puletti pintado a pedido do arquiteto Oscar Niemeyer dentro do Ministério da Educação (MEC) nos anos 1960 foi entregue à própria sorte. Na semana anterior ao carnaval, o órgão resolveu esconder a obra com divisórias sem fazer qualquer restauração na peça, que se encontra deteriorada.

Divulgação
Como era o painel, hoje danificado

Conforme o Metrópoles denunciou, em outubro de 2015, o mural conta tem infiltrações em diversos cantos e pode-se verificar que há partes dele espalhadas pelo chão.

A obra de arte, com 15 metros de extensão, ocupa uma parede do 9º andar do MEC. O desenho retratava a desigualdade da educação brasileira ao colocar crianças uniformizadas e felizes ao lado de jovens com roupas humildes e feições tristonhas. Nos anos 1960, o local funcionava como salão nobre do ministro, mas hoje abriga a assessoria de imprensa do órgão.

Por meio de nota, a pasta disse que “em duas ocasiões, iniciou processos para restauração do painel. No entanto, não houve manifestação de interesse por parte dos profissionais ou das empresas consultados, o que inviabilizou o processo. Diante disso, optou-se por preservar o painel enquanto novos procedimentos administrativos são tomados para uma possível futura restauração”.

Orçamento
Entretanto, o restaurador José Roberto Furquim contesta a informação do MEC. Conhecido por restaurar obras de locais como o Palácio do Itamaraty, ele conta que apresentou três propostas, a pedido do próprio ministério, e que não recebeu resposta. “Passei meses elaborando um projeto de recuperação, mas ninguém quis levar adiante”, disse à reportagem, ainda em outubro de 2015.

Segundo o especialista, o valor da recuperação — R$ 70 mil — deve ter “afugentado” o MEC. “Um custo módico se comparado ao valor da obra”, afirmou à época.

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