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O que deveria ser um agradável passeio no jardim Zoológico de Brasília acabou se transformando em pesadelo para crianças, funcionários e pais de alunos do Colégio Coc Jardim Botânico.

Na quarta-feira (11/7), as crianças foram levadas ao local, participaram de um piquenique e se divertiram bastante. Porém, desde essa quinta (12), a diretora da escola diz que está recebendo telefonemas de pais dizendo que os filhos estão infestados de carrapatos.

“Estamos preocupados, pois, por ser época de férias, várias colônias com crianças visitam o Zoológico. Lembro que, no dia do passeio, vimos capivaras soltas pelo parque. Ligamos para a administração do local para avisar sobre o problema dos carrapatos e fomos informados da necessidade de um comunicado relatando o acontecido”, conta Wilma Matos, diretora do Colégio Coc.

 A empresária Celene Gandara, 37, é mãe de uma aluna do pré-escolar que foi ao passeio. Ela disse que a pequena voltou com carrapato no corpo. “Já ouvi vários pais relatando o mesmo. Não sei se o problema é de limpeza do próprio Zoológico, mas é importante verificar o que pode ter ocorrido”, cobra.

O outro lado
A direção do espaço informou que as características da estação seca do cerrado são propícias para o ciclo reprodutivo dos carrapatos em toda a região. Em função disso, ocorre um aumento nas ocorrências de infestações em animais e até humanos.

O Zoo também destacou ser comum a circulação de animais que habitam a área preservada pelo parque, como as capivaras, que são alvo constante dos carrapatos. Como forma de prevenção, a direção aconselha o uso das calçadas e também de mesas e cadeiras para realizar piqueniques, em vez do gramado. Além disso, orienta a utilização de repelentes, sapatos fechados e calças.

Por fim, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília informou que fará uma dedetização no local. “Também é realizado de forma constante o corte da grama. Outra iniciativa destacada é o controle biológico feito por meio do manejo de galinhas da angola, as quais são consumidoras de insetos, carrapatos, escorpiões, lagartas, formigas e cupins”, pontuou a entidade.