Cresce o número de trabalhadores sem carteira assinada no DF

Pesquisa do IBGE revela que mais da metade dos 93 mil trabalhadores do DF atua sem carteira assinada. Apenas 33% possuem o registro formal

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Pessoa segurando carteira de trabalho igualdade salarial - Metrópoles
1 de 1 Pessoa segurando carteira de trabalho igualdade salarial - Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O número de trabalhadores no Distrito Federal cresceu 4% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. No entanto, entre os 93 mil trabalhadores do DF, a maioria atua sem carteira assinada: 62 mil (66,7%), enquanto apenas 31 mil (33,3%) tem o registro formal. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (14/5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números revelam que o contingente de pessoas sem carteira assinada cresceu 23% em relação ao trimestre anterior e 34% na comparação com o mesmo período de 2025. Já o total de pessoas ocupadas, acima de 14 anos, corresponde a 62,4% da população brasiliense.

Distribuição por setor

A maior quantidade de trabalhadores com carteira assinada está no setor privado, com 776 mil pessoas (49,6%). Em seguida, vem o setor público com 361 mil (23,1%), e depois os trabalhadores autônomos, com 262 mil (16,8%).

O número de empregados no setor público cresceu 23,7% na comparação anual. Entre os trabalhadores do setor privado, 582 mil (75%) tinham carteira de trabalho assinada.

Os trabalhadores por conta própria somam 262 mil pessoas, predominando aqueles sem CNPJ, e totalizam 169 mil (64,5%).

No recorte por atividade, os maiores contingentes estavam na administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais, seguido por informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.

Conheça os setores que mais empregam:

  • Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais: 459 mil
  • Informação, comunicação e atividades financeiras e administrativas: 370 mil
  • Comércio e reparação de veículos: 244 mil
  • Outros serviços: 98 mil
  • Serviços domésticos: 93 mil

A Administração Pública registrou crescimento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto os demais não apresentaram variações significativas.

Baixa taxa de informalidade

A taxa de informalidade no Distrito Federal foi de 28% da população ocupada, o equivalente a 439 mil trabalhadores. A taxa éa segunda menor do país, atrás apenas de Santa Catarina.

Entre os informais, os maiores grupos são de empregados do setor privado sem carteira assinada (195 mil pessoas) e os trabalhadores por conta própria sem CNPJ (169 mil).

Desemprego

No 1º trimestre de 2026, o DF registrou 119 mil pessoas desocupadas, com taxa de desemprego de 7,1%. O índice representa uma queda de 2,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, sem variação significativa frente ao trimestre anterior. O número de pessoas desalentadas, aquelas que desistiram de procurar trabalho, foi de 19 mil.

O rendimento médio mensal registrado no Distrito Federal foi de R$ 6.720, o maior entre todas as unidades da federação, de acordo com dados da PNAD Contínua Trimestral.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?