Coronavírus: álcool em gel e máscaras somem das prateleiras

Produtos não são encontrados em farmácias e supermercados. O pouco que chega acaba rapidamente

atualizado 17/03/2020 6:34

Prateleiras vazias álcool gelAndrews Nery/Metrópoles

Farmácias, drogarias e supermercados do Distrito Federal estão com estoques de álcool em gel zerados por causa da pandemia do novo coronavírus. Na manhã desta segunda-feira (16/03), o Metrópoles percorreu algumas cidades, como Plano Piloto e Taguatinga, mas não encontrou o produto.

As máscaras também estão em falta. Funcionários de drogarias da Rua das Farmácias (102/302 Sul) informaram que, mesmo quando os itens chegam, a venda ocorre em pouco tempo e o estoque volta a ficar zerado.

Johnny Jorge, 53 anos, é atendente da drogaria Unicom. O comerciário considera que a busca é “exagerada” por parte dos consumidores e acaba tendo como consequência a falta dos produtos.

“Aqui na drogaria, a cada 10 clientes que entram, nove perguntam por máscaras e álcool em gel. Geralmente, pedimos mil unidades. Quando chegam, são vendidas rapidamente. Mas tudo isso é exagero da população. Percebo que muitas pessoas vêm aqui para fazer estoque e acabam comprando sem necessidade. É uma situação difícil”, explicou.

Hiram Gonçalves, 54, disse que vai passar a fazer álcool em gel caseiro por não conseguir encontrar o produto nas farmácias. “Eu tenho álcool em gel em casa, mas já está acabando. Particularmente, vou desistir de procurar. Não acho em lugar nenhum”, ressaltou.

Nesta segunda-feira (16/03), ele disse que vai fazer o álcool em gel caseiro. “É o jeito. O medo de contrair esta doença é grande. Estou estocando até comida. Na minha opinião, todas as empresas deviam mandar seus funcionários trabalhar em casa para prevenir um possível contato e contágio”, opinou o comerciante.

O Governo do Distrito Federal vai propor a redução de 11% do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para produtos como álcool em gel, álcool 70%, luvas, máscaras e hipoclorito de sódio. A medida visa baratear os insumos necessários para que a população siga em segurança na prevenção ao Covid-19.

O projeto de lei está sendo construído pela consultoria jurídica do Palácio do Buriti e a previsão é que o texto siga até terça-feira (17/03) para a Câmara Legislativa. Nele, o executivo local propõe a redução do imposto, dos atuais 18% para 7%. “Queremos assegurar que esses produtos fiquem mais acessíveis para a população. A utilização desses produtos aumentou bastante”, afirmou o governador Ibaneis Rocha (MDB).

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