"Consegue comer sozinho": diz irmã sobre brasiliense atingido por onda.
Filipe de Freitas sofreu um traumatismo raquimedular cervical e perdeu alguns movimentos ao ser atingido por uma onda em uma praia de Recife

Morador de Águas Claras, Filipe de Freitas, 41 anos, tem apresentado avanços significativos na recuperação após ter sofrido um grave acidente na Praia de Maracaípe, em Recife (PE), em 10 de agosto. Em entrevista ao Metrópoles, a família informou que o administrador realiza duas sessões de fisioterapia todos os dias, e já consegue comer com a mão esquerda e sentar usando apoio dos braços, algo que 10 dez dias era inimaginável.
Veja vídeo das sessões de terapia
O brasiliense sofreu um traumatismo raquimedular cervical depois de ser atingido por uma onda e, inicialmente, perdeu os movimentos dos braços e das pernas. Segundo a irmã da vítima, a empresária Paula Torres, 40 anos, a evolução de Filipe tem surpreendido até mesmo os profissionais que acompanham o caso.
“É bizarra a evolução dele. Cada sessão que ele faz, alguma coisa destrava. Agora ele consegue fazer movimentos de pinça com os dedos, algo que ele não conseguia fazer antes”, relatou.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFDe acordo com ela, Filipe já consegue movimentar as duas mãos. O lado direito continua sendo o mais prejudicado, mas o brasiliense passou a ter maior controle do braço, embora com muita dificuldade.
“Ele também já consegue se sentar na cama com apoio das mãos e fazer a transferência da cama para a cadeira de rodas. Antes, ele não tinha sensibilidade na perna direita, agora ele tem. Filipe consegue sentir quando o pé é colocado no chão e movimentar a perna, dobrando e esticando”, destacou.
O lado esquerdo também acompanha a evolução e Filipe, que é destro, consegue se alimentar sozinho utilizando a mão esquerda. “Ele está conseguindo comer sozinho, pega o garfo no prato, põe comida e leva até a boca. Ele também bebe água sozinho”, disse a irmã.
Tratamento
Paula disse que a rápida recuperação fez com que um dos médicos que realizou a cirurgia em Filipe, pedisse para falar com a profissional que estava tratando dele. “Levei ele para conhecer a Joseane Barbosa, que é fisioterapeuta que trata o meu irmão. O médico acompanhou uma sessão de fisioterapia e ficou surpreso com o desempenho. Disse que nunca viu uma evolução dessas em oito dias de tratamento”, pontuou.
Entre as técnicas utilizadas no tratamento estão o método Bobath que trabalha movimentos e postura para melhorar a função motora, e a Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (PNF), que utiliza estímulos e padrões de movimento para estimular a coordenação e a recuperação muscular.
A empresária conta que a fisioterapeuta foi escolhida pelo primeiro contato que ela teve com Filipe. “No dia que procuramos a Joseane ela foi até meu irmão, conheceu a situação clínica dele e já fez alguns movimentos. Pegou na mão esquerda dele, olhou no fundo dos olhos do Filipe e pediu para ele vencer ela. Ali, descobrimos que Joseane era a pessoa certa”.
Volta para casa
Após quase duas semanas em Recife, a família deve retornar a Brasília no próximo sábado (29/8). Inicialmente, a vítima só poderia retornar à capital deitado, mas a rápida recuperação fez com que os médicos liberarem o brasiliense para viajar sentado, facilitando o traslado.
Filipe continuará o tratamento na capital, e a família já busca uma forma de dar sequência à reabilitação. Uma das prioridades é conseguir atendimento para o irmão e encontrar um profissional que trabalhe especificamente com as técnicas utilizadas atualmente na recuperação dele.
“Eu estou voltando para Brasília agora com duas missões: conseguir internar mais rápido no Hospital Sarah Kubitschek e achar uma fisioterapeuta que siga essas abordagens especificamente”, afirmou.
Relembre o caso
- Filipe de Freitas perdeu os movimentos das pernas após ser atingido por uma onda em uma praia de Recife (PE).
- O acidente aconteceu em 10 de agosto, durante uma viagem em família, quando ele sofreu um forte impacto na região cervical.
- A vítima passou por cirurgia e permanece consciente, conseguindo movimentar parcialmente os braços.
- A viagem havia sido planejada após a morte do avô de Filipe, como forma de proporcionar momentos felizes à família durante o luto.
Gastos
Os imprevistos da viagem e a permanência da família em Recife fez com que a família tivesse um aumento significativo nos gastos. Paula Torres conta que os gastos ultrapassaram R$ 30 mil.
A família ainda prevê novos custos relacionados ao tratamento do brasiliense e à adaptação da residência dele. Um deles envolve um cateter específico que poderá ser utilizado por Filipe. De acordo com a irmã, cada unidade custa R$ 15,74 e o paciente poderá precisar de cinco por dia, durante um período estimado entre três e seis meses.
A família também calcula cerca de R$ 10 mil para as adaptações necessárias no banheiro da casa.











