Congolês pede brasileira em casamento no Aeroporto de Brasília

Depois de um ano e meio de namoro, Eric Era decidiu realizar o pedido a Cleide Linhares em um local com muito significado para os dois

atualizado 05/12/2019 22:03

Material cedido ao Metrópoles

Uma cena inusitada movimentou o Aeroporto Internacional de Brasília nesta quinta-feira (05/12/2019). Foi o pedido de casamento de um congolês a uma brasileira, depois de um ano e meio de namoro, em pleno saguão principal do terminal. Eric Era, 27 anos, e Cleide Linhares, 20, não pensam em perder mais tempo e já têm até data para o casamento. Tudo pode parecer muito rápido, mas a história dos dois é de paciência.

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Morando em Boa Vista (RR), os dois conversaram pela primeira vez em 2016, pelo Facebook. Frequentadores da mesma igreja, ela queria o contato de outra pessoa. “Depois continuamos a conversar e ficamos amigos, conversando por muito tempo até conseguirmos nos encontrar”, lembra Eric. Foram dois anos assim até se encontrarem pessoalmente, durante um evento religioso. Devido à correria da ocasião, os dois não conversaram muito, mas ali já havia um sentimento diferente.

Quando parecia que, a partir daquele momento, eles poderiam se encontrar mais, Eric se viu obrigado a trocar Roraima pelo Distrito Federal no começo do ano passado. Estudante de ciências econômicas, ele avaliou que o curso em que estava perdia força em Boa Vista e se transferiu para a capital da República. “Viajei para Brasília e comecei a estudar na UnB [Universidade de Brasília]. Queria muito pedir [Cleide] em namoro pessoalmente, mas não conseguia esperar. Tanto que, em julho, pelo celular mesmo, eu perguntei se ela queria namorar comigo”, diz o congolês.

Namorados, os dois se encontravam quando Eric conseguia uma brecha na universidade e pegava um avião para Boa Vista. Foi em um aeroporto, no dia 1º de setembro de 2018, que eles se viram pela primeira vez como um casal. “Foi um momento muito especial, muito importante, que ficou marcado na nossa história”, explica o rapaz.

A vida de encontros esporádicos, no entanto, não satisfazia mais o casal. Com dificuldades no estudo para técnica de enfermagem, Cleide decidiu largar o conforto da casa dos pais para também morar em Brasília. Apesar de não viverem juntos, os dois passaram a se apoiar na cidade adotada por ambos. “Foi bastante difícil, mas as pessoas da igreja ajudaram e, hoje, conseguimos nos virar melhor”, afirma Eric.

O pedido

Lembrando da primeira vez que se viram oficialmente como namorados, o congolês decidiu que não haveria lugar melhor para pedir Cleide em casamento do que em um aeroporto. Aproveitando que alguns amigos dele iriam fazer escala em Brasília, o jovem armou tudo para Cleide pensar que a ida ao terminal nesta quinta seria apenas para cumprimentar os conhecidos.

“Criei um grupo com todo mundo e pedi para que arranjassem buquê e balões para formar uma frase. Guardei a aliança no casaco e nem deixei ela me abraçar. Acabou ficando com raiva”, ri Eric.

Os amigos se reuniram na plataforma superior e organizaram os balões com a frase “Casa comigo”. Desceram as escadas e fizeram a surpresa, enquanto Eric se ajoelhava para fazer o pedido à amada.

“Ela aceitou e ficou muito feliz, me abraçando”, resume. Agora, o pensamento já é no casamento. “Não queremos esperar mais, queremos nos juntar já em junho do ano que vem”, planeja o agora noivo.

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