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Considerada uma das maiores favelas da América Latina, o Sol Nascente vai ganhar uma Escola Classe de 3 mil metros quadrados. A unidade de ensino terá quadra de esportes coberta e um teatro de arena. É fruto de um acordo homologado na última terça-feira (29/8) entre o Ministério Público e a empresa Paulo Octávio.

O ajuste põe fim às ações que questionavam irregularidades ambientais e urbanísticas na obra do Shopping JK, em Taguatinga. As partes chegaram a um acordo, que obriga a empresa a oferecer contrapartidas do que não puder ser reparado do ponto de vista ambiental.

A primeira compensação é a construção da escola em um prazo de 18 meses. Além disso, também serão feitas benfeitorias no Parque do Cortado, em Taguatinga. Haverá reforma e manutenção da passarela de madeira que leva até uma cachoeira; construção de pista para cooper, quadras de esporte e mirante de madeira para fiscalização; instalação de bicicletário, torre metálica de observação, bancos de concreto, parque infantil e academia ao ar livre; além de implantação de sistema de captação de águas pluviais.

A empresa também deverá apresentar projeto executivo completo para a construção da escola de educação infantil ou ensino fundamental de até 3 mil m², que deverá ser erguida em Ceilândia ou Taguatinga. Esse projeto é necessário para a obtenção de financiamento junto a organismos internacionais.

Para chegar ao acordo, a comunidade da região afetada foi ouvida. Os moradores demonstraram interesse na permanência do shopping, pois o empreendimento oferece empregos e opções de lazer. Para a promotora de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística Andrea Chaves, a solução obtida foi satisfatória para todos os envolvidos. “Se o dano ambiental e urbanístico aconteceu naquela região, é importante que as compensações aconteçam lá e que tragam ganhos para a qualidade de vida da população”, afirmou.