Como saber quando a cabeça d'água está aproximando em rios e cachoeiras. Veja vídeo
Segundo o CBMDF, quando o tempo fecha e o nível da água sobe, é hora de parar o banho. Nesse domingo (1º), o fenômeno custou a vida de Joana

A mudança na coloração da água, o aumento do nível do rio e a presença de galhos e folhas sendo arrastados pela correnteza são alguns dos sinais de alerta para quem frequenta cachoeiras. Após a morte de Joana Dark Rodrigues, de 59 anos, arrastada por uma cabeça d’água no Recanto das Emas, nesse domingo (1º/11), o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) ressaltou os cuidados que os banhistas devem adotar, principalmente durante o período chuvoso.
Veja orientações:
Em entrevista ao Metrópoles, o tenente Iranildo, do CBMDF, explicou que, ao perceber qualquer mudança nas condições climáticas ou na força da água, a recomendação é deixar o local imediatamente e procurar um ponto seguro.
“As pessoas que estão frequentando cachoeiras ou rios, ao perceber que o tempo fechou, que o nível da água começou a elevar, galhos e folhas sendo arrastados pela correnteza, ou água fica mais barreta, devem sair do local imediatamente”, pontou o tenente. Além de sair da água, o ideal é buscar abrigos em locais altos.
O militar também alertou para os riscos de frequentar cachoeiras durante a temporada de chuvas. Segundo ele, a força da correnteza pode surpreender os banhistas, dificultando a saída da água.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF“Jamais, em tempos chuvosos, frequente cachoeiras ou rios, pois o risco de ser pego de surpresa por uma correnteza é muito grande”, reforçou o tenente.
Resgate
Outra orientação importante é sobre como agir em caso alguém seja arrastado pela água. De acordo com o bombeiro, tentar entrar em uma correnteza forte para salvar outra pessoa pode colocar mais vidas em risco. Quando houver condições seguras, a recomendação é utilizar objetos que permitam ajudar a vítima sem entrar na água.
“Se for possível, essa pessoa pode utilizar uma corda ou um galho para estender para a vítima. Essa situação pode tirar essa pessoa de um afogamento. Caso a correnteza esteja muito forte, não entre na água e acione o Corpo de Bombeiros, através do telefone 193”, explicou Iranildo.
Tragédia
As recomendação ganha força após a morte de Joana Dark Rodrigues, que foi arrastada por uma cabeça d’água enquanto tomava banho na cachoeira do Monjolo, no Recanto das Emas, na tarde desse domingo (1º/10).
O Metrópoles esteve no local onde as buscas eram realizadas e notou a dificuldade enfrentada pelas equipes de resgate. A região contava com várias quedas d’água íngreme, com diversas rochas espalhadas pelo caminhão. O local também tinha uma forte correnteza, o que tornava o trabalho dos bombeiros ainda mais difícil.
Segundo o tenente Iranildo, os bombeiros foram acionados por volta das 15h de domingo. Imediatamente, equipes de mergulhadores iniciaram as buscas na água, enquanto drones da corporação fizeram o monitoramento aéreo e cães farejadores atuaram na varredura terrestre.
As buscas precisaram ser interrompidas por volta das 19h de domingo devido às condições climáticas. O corpo de Joana foi localizado por volta das 11h30 desta segunda-feira (2/11), com o auxílio dos cães farejadores.
A vítima foi encontrada em uma região de difícil acesso, a cerca de 25 minutos de caminhada do ponto onde a solicitação de busca foi feita. A distância exata entre o ponto onde Joana foi levada e o local onde o corpo foi localizado, não foi informada.
Joana era diarista, morava no Riacho Fundo e deixou dois filhos maiores de idade. Segundo Fabiana Jacaúna, sobrinha da vítima, ela era muito caseira e não frequentava cachoeiras ou rios. “Minha tia nunca foi lá [na cachoeira do Monjolo], foi a primeira vez”, destacou.
Fabiana lamentou a morte da tia e lembrou os momentos bons. “A lembrança que vou ter dela uma pessoa maravilhosa, com o coração muito grande, uma pessoa muito alegre”, disse.
A prima da vítima, Marlene Silvam 47 anos, afirmou que a perda representa um momento de profunda tristeza para a família. “A Joana era uma mulher muito alegre, carinhosa com os parentes. Foi uma perda muito grande para a nossa família. Sempre estava ao nosso lado quando precisávamos”, lamentou.













