Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão

Greve dos professores da rede pública de ensino completou 23 dias nesta 4ª feira. Categoria aceitou proposta do GDF e encerrou movimento

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Fotografia colorida de profissionais da educação em assembleia sobre greve
1 de 1 Fotografia colorida de profissionais da educação em assembleia sobre greve - Foto: <p>Hugo Barreto/Metrópoles<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

A assembleia que determinou o fim da greve dos professores das escolas públicas do Distrito Federal terminou em confusão no fim da manhã desta quarta-feira (25/6). Parte dos educadores favoráveis à continuidade do movimento paredista questionou o resultado da votação da categoria.

Os educadores indignados protestaram contra a direção do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF). “Vergonha! Vergonha! Sinpro sem vergonha!”, gritaram. Os docentes revoltados chamaram os diretores de “pelegos” e “traidores”.

A votação da assembleia foi apertada. A Polícia Militar (PMDF) foi acionada para conter os ânimos no local. Após o fim da votação, diretores do Sinpro-DF foram vaiados.

Educadores contrários ao fim da greve cogitaram a possibilidade de a votação ter sido manipulada.

Veja imagens da confusão:

23 dias de greve

Em uma votação tensa e apertada, os professores das escolas públicas decidiram encerrar a greve da categoria, no 23º dia de movimento paredista.

Os educadores aceitaram a proposta do governo local (leia mais abaixo), durante assembleia-geral no estacionamento entre o Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte) e a Torre de TV.

Na proposta apresentada, o Governo do Distrito Federal (GDF) prometeu nomear, até dezembro deste ano, ao menos 3 mil aprovados em concursos da Secretaria de Educação (SEEDF). Atualmente, segundo a categoria, a rede pública de ensino tem 15 mil educadores temporários e 9.420 efetivos.

Veja imagens da assembleia-geral:

Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - destaque galeria
13 imagens
Greve dos professores
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 3
Greve dos Professores da rede pública do DF ocorreu em junho de 2025
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 5
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 6
Greve dos professores
1 de 13

Greve dos professores

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Greve dos professores
2 de 13

Greve dos professores

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 3
3 de 13

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Greve dos Professores da rede pública do DF ocorreu em junho de 2025
4 de 13

Greve dos Professores da rede pública do DF ocorreu em junho de 2025

Hugo Barreto/Metrópoles
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 5
5 de 13

Hugo Barreto/Metrópoles
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 6
6 de 13

Hugo Barreto/Metrópoles
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 7
7 de 13

Hugo Barreto/Metrópoles
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 8
8 de 13

Hugo Barreto/Metrópoles
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 9
9 de 13

Hugo Barreto/Metrópoles
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 10
10 de 13

Hugo Barreto/Metrópoles
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 11
11 de 13

Hugo Barreto/Metrópoles
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 12
12 de 13

Hugo Barreto/Metrópoles
Com votação apertada, assembleia dos professores termina em confusão - imagem 13
13 de 13

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Além disso, o Executivo local assumiu o compromisso de dobrar os valores das gratificações por titulação de pós-graduação e de não cortar o ponto dos grevistas – ao contrário do prometido pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

Os efeitos dos novos percentuais – de 10% para especialização, 20% para mestrado e 30% para doutorado –, os efeitos na tabela salarial começariam em janeiro de 2026.

À coluna Grande Angular Ibaneis comentou a decisão: “[Esse] foi um processo de bastante negociação iniciado por mim. Ficamos felizes com a compreensão dos professores para voltarmos a prestar o serviço que a sociedade espera de todos nós”.

A greve teve início em 2 de junho último. O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) divulgou que a categoria cruzou os braços para cobrar um reajuste salarial de 19,8%, a reestruturação da carreira, a nomeação de aprovados em concurso e a correção do envio de informações sobre professores temporários ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) autorizou o corte de ponto dos servidores e a aplicação de multa diária de R$ 300 mil contra o Sinpro-DF para cada dia de greve. Na segunda-feira (23/6), após pedido do deputado distrital Chico Vigilante (PT), o GDF apresentou proposta para o fim do movimento paredista.


Confira as propostas do GDF

  • Envio pelo Executivo local à Câmara Legislativa (CLDF) de projeto de lei para progressão horizontal dos servidores e adoção de percentuais de salário em dobro, a partir de janeiro de 2026, para professores com titulação: 10% para especialização; 20% para mestrado; 30% para doutorado – o dobro do que é hoje;
  • Ao menos 3 mil nomeações até dezembro deste ano;
  • Prorrogação do concurso que vencerá em 27 de julho próximo;
  • Abertura de concurso público para o magistério, com publicação de edital no primeiro semestre de 2026;
  • Pagamento integral dos dias descontados pela greve e em folha suplementar, lançada um dia após o pagamento de julho ou na mesma data dele;
  • Recomposição do calendário escolar, com reposição das aulas ainda neste primeiro semestre e recesso na primeira semana de agosto;
  • Manutenção de mesa permanente de negociação para discutir reestruturação da carreira; e
  • Atestado de acompanhamento para professores em contrato temporário.

Inicialmente, o governador Ibaneis classificou a greve como “política”. Porém, em articulação com o TJDFT, o GDF apresentou uma proposta, que acabou rejeitada pela categoria.

Após a reunião de representantes do Executivo local com Chico Vigilante, uma nova proposta foi colocada à mesa. “Fiz minha parte. Abri a negociação com o que pode ser feito de verdade e que está dentro da realidade”, afirmou Ibaneis Rocha.

O GDF ressaltou, ainda, que os professores foram contemplados com um amplo reajuste, concedido pela gestão de Ibaneis para diversas categorias. Essa recomposição havia sido prometida pelo ex-governador Agnelo Queiroz (PT), mas não saiu do papel durante anos.

A Secretaria de Economia do Distrito Federal acrescentou que a terceira parcela do reajuste linear dos servidores do GDF, 6%, será paga na folha de julho.

“Logo, o salário reajustado será depositado nas contas do funcionalismo até o 5º dia útil do mês subsequente, conforme previsão orçamentária de cada órgão. Cerca de 220 mil servidores ativos e inativos serão beneficiados com a medida”, informou a pasta.

Colaborou Isadora Teixeira

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?