Com preocupação e alívio, educação infantil volta às aulas no DF

Cerca de 45 mil estudantes retornam às salas em esquema alternado, com metade dos alunos na escola e a outra parte no ensino remoto

atualizado 05/08/2021 13:40

Volta às aulas na educação infantil do DFRafaela Felicciano/Metrópoles

A partir desta quinta-feira (5/8), alunos da educação infantil da rede pública retornam às aulas presenciais com metade dos estudantes em sala, e o restante, com atividades remotas. A cada semana, o grupo será alternado.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, esteve nesta manhã na abertura do turno matutino do Centro de Educação Infantil nº 1, no Paranoá, para acompanhar a chegada dos alunos. Esta é a primeira vez que os estudantes da educação infantil regressam às atividades presenciais na rede pública desde a suspensão causada pela pandemia da Covid-19, em 2020.

Veja imagens do Paranoá:

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“O retorno de todas as etapas será de forma escalonada. Hoje, voltam aproximadamente 45 mil estudantes da educação infantil, e vamos sentir como será a presença do aluno na escola. Serão aulas mediadas, 4h de aula presencial, e o professor terá uma hora para acompanhar os estudantes que estão em casa, remotamente. Na semana seguinte inverte: quem estava em casa vem para a escola. O retorno das aulas é um trabalho construído pela Secretaria de Educação, não foi imposto pelo GDF, nem por ninguém. É uma construção coletiva, pensada e organizada”, explicou Hélvia.

O Centro de Educação do Paranoá recebeu cerca de 170 alunos nesta quinta. A escola tem capacidade para receber 700. O Metrópoles acompanhou a chegada dos estudantes.

“Estávamos ansiosos, mas estou com receio por causa da doença. Expliquei que ele precisa lavar as mãos e ficar sempre de máscara, mas o retorno era necessário. Eles estavam perdendo muito ficando em casa”, explicou a autônoma Camila Martins, que acompanhou o filho de 4 anos ao retorno presencial.

Karine Sales, monitora da escola, afirmou que o retorno era necessário para a educação do DF. “Seguro nunca é, mas precisávamos retornar. O abandono dos estudantes é grande e se tornou ainda maior com a pandemia”, destacou.

No Jardim de Infância da 308 Sul, os gêmeos Malu e Martin estavam animados com o retorno. A mãe, Roberta Veras, avaliou  que o retorno é fundamental para a saúde emocional das famílias e, principalmente, das crianças. “A preocupação ainda é grande, ainda mais com essa variante, mas confio nos protocolos de segurança. É muito difícil para os pais desempenharem as atividades da escola com as crianças em casa, elas precisavam voltar”, disse Roberta.

Veja imagens:

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Flexibilidade

A Secretaria de Educação não tem dados de quantos alunos devem retornar presencialmente, mas algumas escolas vão voltar com 100% dos estudantes. “Tem escola que vai ter 100%. Outras têm a flexibilidade de 50% por semana. Uma escola de 2,8 mil alunos receberá a metade. Já uma de 60 alunos poderá receber todos ao mesmo tempo. Temos toda a flexibilidade para trabalhar dentro das possibilidades, com segurança”, afirmou Hélvia.

A rede pública tem hoje 686 escolas e 32 mil professores, entre efetivos e temporários. As demais atividades retornarão de forma escalonada. Veja datas:

– 5 de agosto: retorno dos alunos da educação infantil
– 9 de agosto: retorno dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e do 1º segmento da EJA
– 16 de agosto: retorno dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e do 2º e 3º segmentos do EJA
– 23 de agosto: retorno dos alunos do ensino médio e da educação profissional e tecnológica
– 30 de agosto: retorno de todos os demais atendimentos (Escolas de Natureza Especial, CILs, Centros de Ensino Especial e demais atendimentos).

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