Com mais 5 localizados, total de fugitivos da Papuda recapturados vai a 11

Os fugitivos estavam próximos a uma comunidade em São Sebastião

atualizado 15/10/2020 10:34

PapudaGláucio Dettmar/ag.CNJ

Equipes da Seção de Investigação de Crimes Violentos (Sic-Vio) da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) recapturaram na tarde desta quarta-feira (14/10) outros cinco detentos que haviam escapado do Centro de Detenção Provisória (CDP), na madrugada. Agora, do total dos 17, 11 retornaram ao sistema prisional.

Os apenados estavam na comunidade Setor Tradicional, em São Sebastião, no momento em que foram encontrados pelos agentes. Os fugitivos são: Antônio Marcos da Silva de Souza, Romildo Santos da Silva, Ismauro Gonçalves de Oliveira, Márcio Vinícius de Souza Andrade e Thiago Henrique Sousa da Silva.

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Veja vídeo do momento em que os presos chegam à delegacia:

 

Sindicato cobra melhorias

A fuga, uma das maiores do sistema prisional do DF, provocou a revolta de dirigentes do Sindicato dos Policiais Penais do Distrito Federal (Sindpen). “Não é a primeira nem será a última vez”, afirmou o presidente da entidade, Paulo Rogério.

Em janeiro deste ano, três internos do mesmo Bloco C do CDP haviam fugido e, em maio, houve nova tentativa de fuga, mas sem sucesso.

Ao Metrópoles, Paulo Rogério disse que, se não for tomada alguma providência, vão morrer policiais e detentos. “O espaço está em ruínas, deteriorando-se sozinho, não compensa reformar, tem de demolir. É um presídio medieval, construído na década de 1970. É uma estrutura ultrapassada”, critica.

Segurança

Além da estrutura precária, outro ponto questionado pelo sindicado é a falta de profissionais. “Atualmente, é um policial para cada 107 presos. A lei recomenda um para cada cinco. Falta efetivo. Estamos trabalhando com metade”, lamenta Paulo Rogério.

Ainda segundo o sindicato, o Complexo Penitenciário da Papuda foi projetado para abrigar 750 presos. Hoje, comporta quase quatro vezes mais: 3.097.

A reportagem procurou pela Secretaria de Estado e Administração Penitenciária (Seape), acerca das denúncias do sindicato. Até o momento, não foi obtido retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

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