Com ferrões pelo corpo, jovem picado por 4,5 mil abelhas abre os olhos

Adolescente de 14 anos foi salvo por equipe de UBS 3 da Fercal após ser atacado por enxame de abelhas ao lado da escola pública onde estava

atualizado

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O estudante Vitor Hugo Ferreira Duarte (foto em destaque), 14 anos, picado por mais de 4,5 mil abelhas, na sexta (14/2), na Fercal, voltou a abrir os olhos nesta terça-feira (18/2). O adolescente está internado em um hospital particular, e médicos ainda retiram ferrões encravados pelo corpo dele. Contudo, apesar de o quadro ser delicado, o jovem está em pleno processo de recuperação, segundo a família do paciente.

O estudante foi atacado por um enxame ao buscar uma bola ao lado do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Queima Lençol. Vitor Hugo sobreviveu graças ao atendimento de emergência que recebeu na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Fercal. Ele foi internado na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital particular, sedado – para minimização dos efeitos da dor – e intubado.

Tia de Vitor Hugo, a agente comunitária de saúde Letícia de Oliveira Araújo, 44, que também ajudou a socorrê-lo na UBS, comentou que as notícias sobre o quadro dele “são as melhores”. “Ele está em processo de desintubação. Está acordando e abrindo os olhos, e o rim dele voltou a funcionar”, contou.

Agora, o estudante respira normalmente, mas a ventilação mecânica ficou mantida de prontidão, para eventuais emergências.

Pedido de socorro

Os rins de Vitor Hugo ficaram sobrecarregados devido à quantidade de veneno injetado pelas abelhas. “Ele tem lutado muito. E temos recebido muitas notícias boas. O quadro não se agravou, e meu sobrinho está evoluindo. É um caso delicado ainda, pois foram mais de 4,5 mil picadas. E ele ainda tem ferrão para ser retirado do corpo”, acrescentou Letícia.

No momento do ataque, Vitor Hugo pediu ajuda: “Socorro! Está queimando! Está doendo muito! Socorro”. Ainda segundo a tia dele, as abelhas cobriram o corpo do adolescente e o ferroaram na boca, nos lábios, no ouvido, no nariz, nos olhos, nos pés e nas partes íntimas.

“Era desesperador. Eu pedia a Deus que desse uma segunda chance para ele poder contar um testemunho de vida, de milagre, de vitória”, ressaltou Letícia, que considerou o primeiro atendimento da UBS fundamental para a sobrevivência do jovem. “A equipe estava completa, coesa e uniu forças.”

Atendimento de urgência

A escola onde Vitor Hugo estava fica ao lado da unidade básica de saúde. O médico Madson Rodrigo, 36, participou diretamente do resgate do adolescente após o ataque do enxame. Ele se dirigiu até o colégio, onde esperava atender a uma vítima de poucas ferroadas, quando encontrou um cenário caótico.

O jovem estava em uma ribanceira, coberto por abelhas e pedia socorro. A cada tentativa de resgate do estudante, o enxame o atacava mais. Testemunhas então atearam fogo à vegetação. Porém, a fumaça e o calor deixaram as abelhas mais agitadas.

“Pelo lugar que descemos de início, não era mais possível [chegar a Vitor Hugo], por causa do fogo. Mas achamos uma passagem lateral, eu o vi e comecei a chamá-lo. Ele estava tonto pelo ataque e pela fumaça. Fui em direção a ele e o puxei da nuvem de abelhas”, detalhou Madson.

O médico não chegou a ser picado durante o resgate de Vitor Hugo, que recebeu atendimento imediato na UBS. “Nesses casos muito graves, quanto mais precoce for isso, melhor. Ele ainda tinha muita abelha e ferrões pelo corpo. E sentia muita dor, pedia muita água. Era um quadro de envenenamento”, ressaltou o profissional da saúde.

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