Com câncer avançado, mulher espera por exame na rede pública do DF
A doença, que começou na mama, se espalhou para o fígado, pulmão e ossos. Sem ecocardiograma, Maria Benício não pode fazer quimioterapia
atualizado
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Não bastasse ter de enfrentar uma doença grave, a dona de casa Maria Benício da Silva, 57 anos, vive o drama da espera por atendimento na rede pública. Diagnosticada há três anos com câncer de mama, ela chegou a fazer algumas consultas no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), mas a família diz que, até hoje, a paciente não pôde iniciar a quimioterapia.
Moradora do Recanto das Emas, humilde, Maria precisa urgentemente de um ecocardiograma, para só então começar o procedimento de recuperação. Ela aguarda na fila da rede pública há cerca de 30 dias para fazer o exame, mas tempo é algo que ela não tem.
A doença se espalhou para o fígado, pulmão e ossos. Silvânia Benício da Silva, 37, filha de Maria, se mostra desesperada com a situação. “É muito triste. A única coisa que eu queria era ver minha mãe bem. Além do câncer, ela está em depressão profunda. Magra, pálida, não come. Está sempre triste e chorando. Na semana passada, virou para mim e disse: ‘Minha filha, não tem mais jeito pra mim. Vamos deixar isso pra lá'”, contou, aos prantos.
A situação da família também é crítica. Maria vive com a filha, o genro e os três filhos do casal em uma pequena casa no Recanto das Emas. O marido de Silvânia está com a doença de Chagas, impossibilitado de trabalhar. Era ela quem estava sustentando a casa, mas, para piorar ainda mais a situação, foi dispensada do emprego recentemente.Além do auxílio para o tratamento de Maria Benício, a família precisa de alimentos e um emprego para Silvânia. A dispensa está vazia e eles vêm passando necessidade.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do DF confirmou que a paciente está na fila de regulação para realizar o ecocardiograma, mas ainda não existe previsão para que ela seja chamada.

Vamos ajudar?
Quem quiser ajudar dona Maria e sua família deve entrar em contato com a filha Silvânia pelo telefone (61) 99326-6644.
