Cobras exóticas apreendidas têm lesões nas escamas e passam por exames

As serpentes ficarão por 20 dias em quarentena, para detectar possíveis doenças infecciosas, antes de serem inseridas no serpentário do Zoo

atualizado 10/07/2020 13:22

As 16 serpentes apreendidas nessa quinta-feira (9/7) pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental do DF passaram, na manhã desta sexta, por uma bateria de exames, coordenados por profissionais da Fundação Jardim Zoológico de Brasília. Foram identificadas lesões em escamas e algumas serpentes estavam magras e desidratadas.

Dez dos animais são considerados exóticos – de fora do Brasil, bem como a Naja apreendida após picar o estudante de veterinária, no Gama – e seis são nativos da fauna brasileira. “Nenhum deles é ameaçado de extinção. A orientação é que caso alguém tenha um animal desses em casa entregue-o às autoridades competentes. O Ibama não pune a entrega voluntária”, diz Carlos Eduardo Nóbrega, diretor de répteis do Zoo.

Fernanda Mergulhão, gerente de clínica cirúrgica da Fundação, diz que algumas das serpentes estão magras, com lesões e que avaliações físicas mais detalhadas estão sendo feitas. “Esses animais não viviam nas condições ideais para o réptil, como umidade adequada e uma boa frequência de alimentação, pelo histórico corporal deles”, diz a médica veterinária.

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Os animais mais debilitados receberão soro, vitaminas e tiveram amostras de sangue colhidas para fazer uma avaliação mais completa do estado de saúde deles.

As 16 cobras passarão por uma quarentena, de aproximadamente 20 dias, até ser identificado se há alguma doença infecciosa, a fim de evitar que as serpentes que já vivem no Zoo sejam prejudicadas com a chegada dos novos membros.

Baia de cavalos

De acordo com a Polícia Civil do DF, tudo indica que há relação desse local com a Naja que picou o estudante Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, de 22 anos. “Muito provavelmente relacionada com aquela serpente apreendida ontem. Com muito trabalho das nossas equipes, logramos êxito em encontrar essa localidade”, diz o Major Elias Costa.

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