Ruas alagam, asfalto cede e carros atolam após temporal no DF

Volume registrado nesta madrugada (19) superou acumulado dos 18 dias de outubro, segundo Inmet. Aeroporto de Brasília opera por instrumentos

Luís Nova/Especial para o MetrópolesLuís Nova/Especial para o Metrópoles

atualizado 19/10/2018 11:56

A chuva que atinge o Distrito Federal desde a noite dessa quinta-feira (18/10) causou transtornos e prejuízos aos brasilienses. Há registros de alagamento em vias em Vicente Pires e veículos atolados. Em Ceilândia, no Setor P Norte, o asfalto cedeu em uma obra para instalação de redes e uma van caiu no buraco. Na Asa Sul, a água da chuva infiltrou pelo teto do anfiteatro de uma faculdade. As pistas molhadas e pequenas colisões fizeram os motoristas enfrentarem congestionamentos nas principais vias de acesso ao Plano Piloto.

O Aeroporto Internacional de Brasília também foi prejudicado. Devido à baixa visibilidade, o terminal opera por instrumentos.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de chuva registrado nesta madrugada (19) supera o acumulado dos 18 dias de outubro. As precipitações seguem durante todo o fim de semana. A temperatura máxima chega a 25ºC.

O Inmet também emitiu um alerta devido às chuvas intensas. “Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 Km/h). Baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.”

Prejuízo
O motorista de transporte escolar Elias Alves dos Reis, 50 anos, iniciava o trabalho às 6h, quando o ônibus atolou na Rua 3 de Vicente Pires. No momento do acidente, ele transportava duas crianças. Ninguém se feriu.

“Não tinha buraco, o asfalto estava oco. Liguei para a Defesa Civil e para os bombeiros, mas eles me disseram que o problema não é deles. Agora, chamei um guincho. Espero que o ônibus não tenha quebrado. Ele é a minha única fonte de renda”, desabafou.

Erici Teixeira, 52 anos, auxiliar de serviços gerais, trabalha há um ano na mesma loja em Vicente Pires e diz que é sempre o mesmo problema. Ela ficou uma hora presa na rua, sem coragem de atravessar. “Se eu pisar ali, sei que vou atolar. É sempre assim, desde que abriram estas ruas para fazer obra”. No mesmo local, um motorista ficou com o carro atolado.

Na Rua 10, por volta das 9h, um ônibus ficou preso no barro, dificultando a passagem dos outros carros. O cobrador Denilson José de Souza, 47, relatou que o coletivo precisará passar por reparos. Segundo ele, o para-choque foi danificado.

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