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Distrito Federal

Ciúme é principal hipótese para homicídio de casal em Ceilândia

Alan Tons, de 34 anos e Larissa Rodrigues de Paula, de 24 anos foram mortos dentro de casa em Ceilândia no último domingo

14/10/2026 16:46, atualizado 14/10/2026 17:17
Reprodução/Redes Sociais
Casal Larissa e Alan

O duplo homicídio de vitimou o casal Alan Tons, de 34 anos e Larissa Rodrigues de Paula, de 24 anos pode ter sido motivado por ciúmes, segundo a Polícia Civil do DF. A principal linha de investigação da 15ª Delegacia de Polícia (DP) é que os suspeitos do crime acreditavam que Alan estaria interessado nas esposas dos deles.

Durante a investigação os dois principais suspeitos do crime foram presos: João Victor Rodrigues e Tancredo Pereira da Silva, de 41 anos.

Segundo o delegado Ataliba Neto, João Victor e Tancredo suspeitavam que Alan estivesse interessado nas respectivas companheiras. A mulher de Tancredo foi ouvida pela polícia e negou que Alan tivesse dado em cima dela, mas relatou que o companheiro costumava desconfiar de que Alan a observava quando bebia.

O crime

  • Uma câmera de segurança registrou o som dos disparos que levaram a morte de Larissa Rodrigues de Paula, de 24 anos, e Arlandson de Sousa Alves, de 34, conhecido artisticamente como Alan Tons, na madrugada de domingo (11/10), em Ceilândia (DF).
  • O casal foi executado próximo de 2h50 da manhã. Em um primeiro momento, é possível escutar ao menos 10 tiros sendo realizados.
  • Cerca de 25 segundos depois, outros 15 disparos são efetuados.
  • O primeiro suspeito do crime preso é João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, vizinho do casal. Ele morava com a mulher no mesmo lote que o casal e foi repreendido por Larissa e Alan após agressões contra a companheira. João Victor já teria sido preso duas vezes por conta das agressões contra a mulher, mas foi solto. Na última vez que foi detido, jurou vingança a Larissa e Alan. O suspeito se entregou na 15ª DP e negou ter cometido o crime.
  • O segundo suspeito do crime foi preso nesta quarta-feira (14/10). Trata-se de Tancredo Pereira da Silva, de 41 anos. 
  • A polícia apura a participação do suspeito no crime, ele teria ido até a casa de Alan e Larissa em um carro de aplicativo e questionou o motorista sobre o que ele faria se fosse traído. “Ele perguntou para o motorista do Uber o que ele faria se soubesse que tinha um cara dando em cima da mulher. […] Falou que tinha descoberto que o amigo dele estava dando em cima da mulher e que estava levando um presente para esse amigo”, relatou o delegado.
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Alan Tons e Larissa Rodrigues de Paula foram encontrados mortos dentro de casa neste domingo (11/10) em Ceilândia
Cartaz do velório de Alan Tons
Cartaz do velório de Larissa de Paula
O crime teria sido motivado por vingança contra o casal
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O crime teria sido motivado por vingança contra o casal

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Alan Tons e Larissa Rodrigues de Paula foram encontrados mortos dentro de casa neste domingo (11/10) em Ceilândia
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Alan Tons e Larissa Rodrigues de Paula foram encontrados mortos dentro de casa neste domingo (11/10) em Ceilândia

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Cartaz do velório de Alan Tons
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Cartaz do velório de Alan Tons

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Cartaz do velório de Larissa de Paula
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Cartaz do velório de Larissa de Paula

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Queima de arquivo

Larissa também é apontada pela Polícia Civil como possível vítima de queima de arquivo. Ela jantava com Alan quando a casa foi invadida por um homem armado. Como estava ao lado do marido no momento do ataque, a principal linha de investigação é que ela também tenha sido morta para evitar que testemunhasse contra os envolvidos no homicídio do cantor.

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Outro ponto investigado é a possível participação de João Victor Rodrigues na entrada de Tancredo na residência das vítimas.

A polícia suspeita que João Victor tenha fornecido a Tancredo a chave da casa onde Alan e Larissa moravam. João Victor já havia residido no mesmo lote de kitnets que o casal, mas não vivia mais no local. Os investigadores apuram se ele manteve uma cópia da chave após deixar o imóvel e se a entregou a Tancredo, facilitando o acesso à residência.

A suspeita de envolvimento de João Victor no duplo homicídio também é reforçada pelas contradições identificadas pela Polícia Civil no depoimento dele. Segundo o delegado Ataliba Neto, João Victor afirmou que estava em uma distribuidora de bebidas na noite do crime, mas informações colhidas na região apontam que ele não esteve no local.

“A gente quer apurar de fato o que aconteceu. Se ele realmente estava lá dentro, se ele só instigou, induziu, auxiliou no planejamento, entregou a chave do imóvel para facilitar a entrada do executor do crime”, disse o delegado João Ataliba.

Além disso, imagens mostram o suspeito com um celular, embora ele tenha afirmado que não possuía aparelho. A polícia também identificou contradições no depoimento da esposa dele. Para o delegado, os elementos reunidos durante a investigação reforçam a suspeita de envolvimento de João Victor nos assassinatos.