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Eleições 2026Distrito Federal

Celina promete diálogo com professores, mas critica ato antes do 2º turno

A governadora do DF e candidata à reeleição voltou a pedir que professores não politizem o momento: "A nossa comunidade escolar fica refém"

20/10/2026 10:58, atualizado 20/10/2026 10:59
guigomes_/Divulgação
Celina Leão em encontro com lideranças em Vicente Pires

A governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP) voltou a falar sobre a paralisação dos professores durante agenda na manhã desta terça-feira (20/10), quando se reuniu com empresárias, na Asa Norte. A candidata à reeleição disse que promete dialogar com a categoria, mas acredita que esse é um momento ruim para o ato em função da proximidade do 2º turno das eleições.

“A gente tem muito respeito pelos professores. Eles sabem do nosso compromisso. Então a gente pede para que eles não politizem esse momento. O ato é legítimo. A gente entende, mas pede para que os professores entendam que esse momento, a quatro dias da eleição, é muito ruim. A nossa comunidade escolar fica refém”, afirmou.

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Celina disse ainda ter lhe causado estranheza o fato do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) não ter pedido uma audiência com ela, inclusive, por já ter recebido a categoria em outras oportunidades.

“Estarei disposta a dialogar com eles e todos os profissionais de Educação. Eles terão a melhor governador para dialogar com a categoria, porque eu os conheço e defendi a pauta deles na Câmara Distrital. Mas a gente pede que não politizem esse momento. É muito ruim para a comunidade escolar e muito prejudicial para a Educação politizar uma luta que é válida, que vai ter o meu apoio, mas não é o momento adequado”.

Durante o encontro com as empresárias, Celina Leão destacou as ações para a população feminina, como as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher e os projetos de empreendedorismo.

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“A gente tem pegado muito firme nas políticas de combate à violência contra a mulher. Temos um aplicativo Mulher DF que tem todos esses programa. Sobre empreendedorismo, a gente acha que precisa de dar uma forma de financiar e capacitar essas mulheres, porque muitas delas têm pequenos negócios e não sabem como comercializar isso”, afirmou.

Adiamento do ato

Na segunda-feira (19/10), a governadora pediu que o sindicato reconsiderasse a realização do ato dos professores quatro dias antes do segundo turno e afirmou que a mobilização pode gerar um confronto entre a categoria.

“Eu faço um apelo ao sindicato para que não faça [a paralisação]. É um momento de politização, quatro dias antes da eleição. É muito ruim, coloca a categoria em uma situação de confronto”, afirmou.

A governadora reconheceu que os professores têm reivindicações e disse estar disposta a negociar com a categoria, mas sugeriu que a mobilização ocorra em outro momento.

“Estou sempre disposta a atender tanto o sindicato quanto os professores. Sempre os respeitei. Agora a gente tem possibilidade de melhorar, fazer um novo momento. Mas uma paralisação quatro dias antes da eleição? Quem perde, principalmente, é a comunidade escolar”, declarou.

Paralisação dos professores

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) convocou uma paralisação geral dos profissionais da rede pública de ensino nesta quarta-feira (21/10). Segundo o sindicato, todas as escolas públicas do DF vão aderir, com suspensão das aulas ao longo do dia. A manifestação está marcada para as 9h, na Praça do Buriti.

A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por sua vez, informou que a adesão à paralisação é facultativa e que cabe a cada profissional decidir se participará do ato. A pasta afirmou, ainda, que eventuais aulas suspensas serão repostas conforme o calendário escolar, para garantir o cumprimento dos 200 dias letivos e evitar prejuízos à aprendizagem dos estudantes.

O Sinpro-DF afirma que a paralisação busca mudanças na condução da política educacional do DF e mais diálogo entre o governo e os profissionais da rede pública.