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O catador Roque de Almeida, 35 anos, achou dinheiro no lixo. E estrangeiro. Mas, até agora, não conseguiu achar o dono, tampouco transformá-lo em Real. Para ele, as 30 notas de 100 bolívares venezuelanos achadas poderiam mudar a atual situação da família e ajudar no enxoval do quinto filho que ele e a esposa, Márcia Pinheiro, 29, esperam ansiosamente.

Roque iniciou a saga para trocar os 3 mil bolívares, o equivalente a R$ 947, há mais de um mês. Mas não obteve sucesso. Segundo o catador, casas de câmbio e até a Embaixada da Venezuela recusaram as notas oriundas do país vizinho, afogado pela alta inflação.

“Guardei esse dinheiro por um mês para ver se o dono aparecia. Depois, pedi ajuda a uma amiga para trocar o valor. Minha esposa está grávida e o dinheiro iria colaborar muito para montarmos o enxoval”, explica Roque.

Arquivo pessoal

O catador pede apoio a quem se disponha a trocar o dinheiro. Ele afirma que será bem gasto com o bebê e possivelmente com o exame de ultrassonografia da esposa, gestante de quatro meses.

Roque e Márcia também batalham para melhorar as condições da creche que montaram na própria casa, na Estrutural. Há pouco mais de um ano, eles decidiram abrir o espaço para acolher filhos de outros catadores.

 

 

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