Caso Yasmin: PCDF vai indiciar mãe e padrasto por homicídio de bebê

Inicialmente, o óbito foi tratado como decorrente de queda do berço em que a pequena dormia, numa residência localizada em Samambaia

atualizado

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casal abraçado
1 de 1 casal abraçado - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciará, nesta terça-feira (18/5), o casal acusado de espancar, estrangular e matar uma criança de apenas 1 ano. A mãe de Yasmin Sophia Moura Boudoux da Silva, e o padrasto da criança, Luiz André Lourenço de Souza, responderão por homicídio qualificado pela torpeza do crime.

A criança morreu na tarde de 13 de fevereiro deste ano. Inicialmente, o óbito foi tratado como acidental, decorrente da queda do berço onde a pequena dormia, numa residência localizada em Samambaia.

Com a conclusão das investigações, a possiblidade de um acidente e a hipótese de maus-tratos foram afastadas. Os investigadores da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) conduziram a apuração tendo como base o resultado produzido pelo exame cadavérico feito no corpo de Yasmin. O nome do casal não foi divulgado pela polícia, mas apurado pela reportagem.

O laudo apontou que, além das fraturas, a garotinha tinha várias lesões no pescoço, que pode indicar sinais de estrangulamento. O que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de o exame ter sugerido que as lesões ocorreram em períodos distintos da curta vida da bebê, o que aponta sessões contínuas de espancamento.

Também foram notadas assaduras intensas, que indicam a falta de cuidado dos responsáveis com a criança.

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A mãe de Yasmin foi presa temporariamente por 30 dias
A mulher tem outros dois filhos – de 5 e 2 anos
Yasmin Sophia Moura Boudoux da Silva
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Yasmin Sophia Moura Boudoux da Silva

Material cedido ao Metrópoles
A mãe de Yasmin foi presa temporariamente por 30 dias
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A mãe de Yasmin foi presa temporariamente por 30 dias

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A mulher tem outros dois filhos – de 5 e 2 anos
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A mulher tem outros dois filhos – de 5 e 2 anos

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Queda do berço

No dia em que Yasmin morreu, o padrasto acionou uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No momento do socorro, o suspeito estava na companhia de outros dois filhos da mulher, uma menina de 5 anos e um garoto de 2, frutos de relacionamentos anteriores. Cecília não estava em casa.

De acordo com o delegado-chefe da 26ª DP, Rodrigo Larizzatti, a prisão temporária de 30 dias do casal serviu para preencher lacunas na investigação. “A apuração determinou que o inquérito fosse finalizado com o indiciamento de ambos por homicídio qualificado. Com certeza, a criança sofreu uma série de agressões em momentos distintos antes de morrer”, explicou.

Os outros dois irmãos de Yasmin foram encaminhados para o Conselho Tutelar e, posteriormente, deixados sob a guarda dos avós maternos. O casal foi preso preventivamente.

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