Casal invade sistema de corretora do DF e desvia pagamentos via pix
Dupla alterava pagamentos de seguros para Pix e depois enganava clientes pelo WhatsApp, se passando pela corretora para receber os valores

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta segunda-feira (17/8), em Guarulhos (SP), um casal suspeito de invadir o sistema de uma corretora de seguros do Distrito Federal e aplicar golpes contra clientes. A prisão ocorreu durante a Operação “Desvio de Rota”, deflagrada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
Segundo a investigação, o golpe começava com a invasão do sistema da corretora. Os suspeitos conseguiam acessar os dados das apólices dos clientes e alteravam a forma de pagamento cadastrada. Assim, uma cobrança que deveria ser feita por boleto ou débito automático passava a ser direcionada para o pagamento por Pix.
Depois de modificar os dados no sistema, os criminosos entravam em contato com os clientes pelo WhatsApp, passando-se por funcionários da própria corretora. Eles informavam que havia um suposto problema com o pagamento habitual e orientavam o segurado a fazer a quitação por Pix.
Para convencer as vítimas, os suspeitos ainda ofereciam descontos de até 5% para quem realizasse o pagamento dessa forma.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFO cliente, portanto, acreditava que estava regularizando normalmente a parcela do seguro contratado. Porém, em vez de pagar a corretora, acabava transferindo o dinheiro para uma chave Pix controlada pelos criminosos.
A investigação da DRCC avançou a partir da análise dos vestígios digitais e financeiros deixados pelos golpes. Com isso, os policiais identificaram um homem de 28 anos e uma mulher de 26 anos como suspeitos de participação no esquema.
A Justiça autorizou dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão. As ordens foram cumpridas em Guarulhos. Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que serão encaminhados para perícia.
Os investigados responderão pelos crimes de invasão de dispositivo digital e estelionato qualificado pelo meio eletrônico. Segundo a PCDF, as penas máximas, somadas, podem chegar a 12 anos de prisão.
As investigações continuam para identificar outras possíveis pessoas envolvidas no esquema e verificar se os suspeitos têm participação em outros crimes patrimoniais registrados no Distrito Federal.
PCDF faz alerta
A Polícia Civil orienta consumidores a conferir os dados do destinatário antes de realizar pagamentos por Pix, principalmente quando houver mudança repentina na forma de cobrança.
A corporação também recomenda que o cliente confirme diretamente com a empresa contratada qualquer alteração nos dados ou na modalidade de pagamento.
“Se houver pedido de transferência para pessoas que você nunca viu na vida ou transferências para pessoas diversas das pessoas jurídicas que você contratou, desconfie”, alertou a PCDF.



