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Um casal foi preso nesta sexta-feira (13/4), pela Polícia Civil do DF, acusado de estelionato. Segundo a corporação, eles comercializavam cartas de crédito falsas de consórcios no valor de até R$ 600 mil. A dupla mantinha uma empresa no Shopping Liberty Mall, chamada Brasília Cotas. Ao menos quatro pessoas foram vítimas dos estelionatários. Os prejuízos superam R$ 65 mil.

Além de autorizar a prisão preventiva dos suspeitos, a Justiça decretou o sequestro dos bens para ressarcimento de eventuais prejuízos.

De acordo com as investigações, o casal agia desde 2009 induzindo as vítimas a adquirirem falsas cartas de crédito de consórcios, com valores altos, mediante pagamento de uma entrada. Em troca, recebiam a promessa de cessão da totalidade do crédito, sendo o restante parcelado em mais de 200 meses com juros baixos. A empresa funcionava em uma sala do edifício Liberty Mall, no nome de Brasília Consórcios.

No entanto, o crédito não era efetivado, uma vez que as cartas eram falsas. Os valores das entradas, apurou a PCDF, variavam entre R$ 2,5 mil e R$ 50 mil, aproximadamente.

Lúcio Timóteo de Andrade e Gleucia de Oliveira Costa de Andrade foram presos em Valparaíso (GO), Entorno do DF, por agentes da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf).

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do casal e na sede da empresa. Uma Mitsubishi ASX branca foi apreendida com eles. Segundo a polícia, o veículo foi comprado com o dinheiro obtido nos crimes.

Cumprindo pena
De acordo com a delegada Isabel D’Ávila Lopes de Moraes, responsável pela investigação do crime, a ligação de Lúcio Timóteo com o crime de estelionato é antiga. Ela disse que o homem “ganha a vida com essa prática há mais de 10 anos”. Lúcio, lembrou a policial, já cumpria pena em regime aberto por estelionato.

A delegada contou que 13 inquéritos policiais foram registrados contra ele apenas no Distrito Federal. Ela fez um alerta: “Tenha cuidado redobrado quando o depósito em conta jurídica é solicitado previamente. Há de se precaver contra promessas fáceis de dinheiro”.

 

 

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