Casal de moradores morre durante incêndio em apartamento na 310 Norte

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para conter as chamas. Um morador chegou a ser resgatado, mas não resistiu

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atualizado 30/01/2019 17:22

Um casal morreu durante incêndio que atingiu apartamento no quarto andar do Bloco A da Quadra 310 Norte, na madrugada desta quarta-feira (30/1). Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para conter as chamas.

José Bandeira da Silva, 80 anos, chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu à intoxicação grave devido à inalação de fumaça. Os socorristas tentaram reanimá-lo por mais de 50 minutos. O corpo da mulher, Veiguima Martins, 56, foi encontrado carbonizado no quarto do casal.

De acordo com informações preliminares, o fogo teria começado em um dos quartos do imóvel.

As chamas atingiram três cômodos do apartamento e a fumaça invadiu os corredores da prumada. Assustados, os demais moradores saíram correndo do prédio.

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Moradores aterrorizados
Muitos moradores do prédio ainda dormiam quando o fogo começou a se alastrar pelo quarto do casal que morreu no incêndio. De acordo com o médico Rodolfo Duarte, 37, que mora na unidade ao lado do apartamento atingido, ele não era próximo das vítimas. “Só acordei  quando os bombeiros chegaram no local e quis ver se o cachorro estava bem. Fiquei bem assustado. Não tinha nem fumaça no meu quarto, mesmo sendo o apartamento ao lado”, relatou.

Já o vizinho Jorge Tosta, 63, estava na sala de casa quando começou a sentir o cheiro de queimado. “Minha família desceu antes e eu fui depois. Era muita fumaça, o olho ardia muito. Na hora em que fui sair, desmaiei e meu próprio peso fechou a porta. Os bombeiros me salvaram e foram muito eficazes no resgate. Quando acordei, estava desorientado ainda, assustado”, contou.

O analista de sistemas Bruno Carneiro, 34, e a publicitária Sanaa Ghazal, 33, ficaram em pânico com o incêndio. O casal procurou deixar o prédio o mais rápido possível. Bruno estava acordado e foi fechar a janela quando sentiu um cheiro muito forte de plástico queimado. Preocupado, acordou a esposa.

O morador desceu em seguida e viu o fogo. O casal começou a bater em várias portas vizinhas na tentativa de alertar outros moradores, mas muitos estavam dormindo e não ouviram. “Me senti impotente. Não tinha como alertar ninguém, pois não tínhamos recursos”, lamentou Bruno.

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