Cantora católica perde eleição e ataca petistas: "Gostam de ser pobre".
Na ocasião, a candidata diz que quem votou em Lula "gosta mesmo é de ser pobre". Ela teve a conta de seu Instagram banida

A ex-candidata a deputada distrital derrotada nas urnas nas eleições de 2026, Crícia Martins (Mobiliza), postou um vídeo em suas redes sociais dias após o fim do resultado presidencial, onde zomba e debocha de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, a cantora católica dise que quem votou em Lula “gosta mesmo é de ser pobre”.
Ela integra a igreja liderada pelo padre Moácir Anastácio de Carvalho, que já havia feito ofensas homofóbicas após o fracasso de Crícia nas urnas.
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Além de afirmar que o eleitorado do petista “gosta de ser pobre”, Crícia ainda se vangloria de estar em um momento de lazer durante viagem ao Rio Quente, e em Caldas Novas (GO). “Agora eu tô aqui [Caldas Novas], seus otários”, diz ela no vídeo. A ex-candidata ficou em 40º posição nas eleições, recebendo 10.996 votos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA publicação foi apagada pela cantora, que acabou tendo a sua conta no Instagram, que contava com cerca de 33 mil seguidores, derrubada.
Em um grupo de católicos que fazem parte da comunidade pentecostal, uma das fiéis relatou em áudio, obtido pelo Metrópoles, que está “profundamente decepcionada” com a cantora, e que a postura de Crícia não a representa. “Eu fiquei bastante chateada. Independentemente do lado político, seja esquerda ou direita, primeiro de tudo somos irmãos em Cristo, e isso não foi uma atitude cristã da parte dela”, comentou.
A reportagem entrou em contato com Crícia Martins para manifestação, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.
Polêmica com padre: “Sapatão ganha eleição”
Crícia faz parte da comunidade católica e era candidata apoiada pelo padre Moácir Anastácio de Carvalho, denunciado por homofobia após fala preconceituosa durante uma Santa Missa, realizada no dia 6 de outubro. O sacerdote foi acusado de disparar ofensas discriminatórias como “sapatão” durante uma celebração religiosa após o resultado do pleito eleitoral do primeiro turno. Durante a celebração, o sacerdote demonstrou insatisfação com o desempenho eleitoral de Crícia Martins
Segundo o registro policial, o pároco criticou a falta de apoio dos fiéis à candidata e afirmou que ela precisaria “virar sapatão” para vencer uma eleição. Na ocasião, Moacir também fez referências a políticos eleitos com votações expressivas, entre eles a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) e o deputado distrital Fábio Felix (PSol-DF), conforme o relato da ocorrência.
A denúncia também aponta que o padre mencionou o companheiro de uma pessoa que registrou a ocorrência, expondo o relacionamento homoafetivo do casal em tom considerado debochado pelo denunciante.O caso está sendo apurado pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A denúncia de suposta homofobia foi registrada em boletim de ocorrência.
