Cantina clandestina funcionava ao lado de banheiro em escola militarizada. Veja vídeo

Segundo o Conselho de Alimentação Escolar do DF, a lanchonete ilegal vendia alimentos em condições insalubres para os estudantes

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O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) flagrou uma cantina clandestina no Centro Educacional 01 (CED 01) do Itapoã (DF), uma das escolas cívico-militares da rede pública do Distrito Federal (DF). A Secretaria de Educação (SEEDF) abriu um processo para investigar o caso e afastou preventivamente a diretora do colégio.

Veja:

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Não é permitida a venda de alimentos dentro das escolas públicas do DF
O CED 01 é uma escola cívico-militar
No dia da fiscalização, o conselho observou uma fila de alunos na frente da lanchonete ilegal
Foram encontrados diversos alimentos
Segundo o conselho, a cantina vendia alimentos em condições insalubres
O Conselho de Alimentação Escolar flagrou uma cantina clandestina no CED 01 do Itapoã
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O Conselho de Alimentação Escolar flagrou uma cantina clandestina no CED 01 do Itapoã

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Não é permitida a venda de alimentos dentro das escolas públicas do DF
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Não é permitida a venda de alimentos dentro das escolas públicas do DF

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O CED 01 é uma escola cívico-militar
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No dia da fiscalização, o conselho observou uma fila de alunos na frente da lanchonete ilegal
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No dia da fiscalização, o conselho observou uma fila de alunos na frente da lanchonete ilegal

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Foram encontrados diversos alimentos
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Segundo o conselho, a cantina vendia alimentos em condições insalubres
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Segundo o conselho, a cantina vendia alimentos em condições insalubres

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A direção da escola foi temporariamente afastada
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A direção da escola foi temporariamente afastada

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Após denúncia, o CAE deflagrou uma diligência na escola na tarde quarta-feira (1º/4). A lanchonete clandestina funcionava ao lado de um banheiro debaixo de uma escada. Segundo o conselheiro Samuel Fernandes, a cantina vendia salgados, doces e refrigerantes, de forma ilegal e insalubre.

“Quando cheguei, tinha uma fila de alunos em frente à lanchonete. Perguntei: ‘o que vocês estão fazendo nessa fila?’. E eles responderam: ‘estamos esperando para comprar’. Eles disseram que compravam salgados, refrigerantes, doces”, contou.

O conselheiro cobrou abertura da porta. Fernandes entrou em contato com a Secretaria de Educação. Logo em seguida, um assessor da regional de ensino chegou na escola e a sala foi aberta. “Era um local totalmente insalubre e sem condições de ser uma lanchonete. É proibido nas escolas públicas do DF, foram banidas”, afirmou.

Fernandes abriu a geladeira no ambiente precário flagrou bolos de pote congelados sem data de validade, dindins, salgados. “E o mais grave ainda: seis peças de queijo mussarela da agricultura familiar, com venda proibida, oriundos da merenda escolar, que não deveriam estar ali”, denunciou.

Segundo o conselheiro, todo alimento que vem da alimentação escolar para os alunos deve ser guardado e armazenado no depósito ou cozinha da escola. A lanchonete tinha um micro-ondas, uma cesta de chocolates, uma bacia com salgados quentes prontos para venda, uma máquina de cartão e duas bolsas com dinheiro.

Sem resposta

O conselheiro perguntou quem seria o responsável pela lanchonete irregular. Não houve resposta. Além de solicitar o fechamento imediato da cantina clandestina, ele cobrou que as peças de queijo fossem guardadas no local adequado, na cozinha ou depósito da escola.

Na segunda-feira (6/4), o CAE vai encaminhar a denúncia para o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A diretora da escola militarizada foi afastada das funções temporariamente em edição extra do Diário Oficial (DODF), na quinta-feira (2/4).

Providências imediatas

A Secretaria de Estado de Educação informou que, após a ciência dos fatos, adotou de forma imediata as providências administrativas cabíveis. Foi instaurado procedimento e o caso já foi formalmente encaminhado à Corregedoria da Pasta, responsável pela apuração do caso e eventual responsabilização dos envolvidos.

“Como medida administrativa preventiva, a diretora da unidade escolar foi afastada de suas funções até a conclusão das apurações, podendo o afastamento ser prorrogado, caso necessário”, afiançou a pasta em nota enviada ao Metrópoles.

Venda de alimentos proibida

A Secretaria esclareceu que é expressamente proibida a comercialização de alimentos no ambiente escolar da rede pública de ensino, devendo ser rigorosamente observadas as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e as normativas vigentes.

Na próxima segunda-feira (6/4), a pasta fará uma vistoria técnica de caráter nutricional no CED 01, com o objetivo de verificar as condições de armazenamento, manipulação e oferta da alimentação aos estudantes na escola cívico-militar, prometendo tratar com o devido rigor eventuais irregularidades.

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