Campanha promove exames de mamografia gratuitos na Rodoviária

Mulheres em situação de vulnerabilidade social, com idade a partir de 40, poderão fazer exames de detecção do câncer de mama entre 21 e 25/9

atualizado 20/09/2021 16:28

Stela Woo/Metrópoles

Para marcar o início da segunda fase da campanha Mamografia no SUS a partir dos 40 anos, promovida pela Pfizer, mulheres em situação de vulnerabilidade social com essa idade poderão fazer exames gratuitos de detecção do câncer de mama entre 21 e 25 de setembro, em Brasília. Os exames serão realizados na carreta da campanha “Mulheres Amigas”, estacionada na Rodoviária do Plano Piloto, das 8h às 18h.

A ação ocorre em parceria com a ONG Américas Amigas e para participar é necessário fazer um cadastro prévio no site da instituição: www.americasamigas.org.br/mulheres-amigas-2021. A carreta ficará estacionada na plataforma F do setor Leste, térreo da rodoviária. Depois de Brasília, seguirá para a cidade de São Paulo e a região metropolitana da capital.

Campanha

A campanha Mamografia no SUS a partir dos 40 anos pede apoio ao projeto de decreto legislativo nº 679/2019, que assegura o direito à realização da mamografia preventiva para as mulheres a partir dos 40 anos e está em tramitação na Câmara dos Deputados. Com base na portaria nº 61/2015 do Ministério da Saúde, o exame preventivo hoje está restrito, na prática, à faixa etária dos 50 aos 69 anos.

Sociedades médicas nacionais e internacionais recomendam a realização da mamografia a partir dos 40 anos como a forma mais eficiente para a detecção precoce do câncer de mama. O médico Gilberto Amorim, oncologista clínico da Oncologia D’Or e da Clínica São Vicente, membro dos Conselhos Científicos do Instituto Oncoguia e FEMAMA, revela que a taxa de mortalidade por câncer de mama no Brasil está aumentando, enquanto em outros países a queda é significativa.

“A idade média do diagnóstico de câncer de mama no país é de 53 anos, sendo que 40% dos casos têm menos de 50 anos, ou seja, uma parcela significativa de mulheres está fora da recomendação do Ministério da Saúde”, diz. “Se negarmos o rastreamento a essas mulheres jovens, podemos comprometer o diagnóstico precoce de milhares de brasileiras”, alerta.

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