Caminhões-pipa terão de passar por inspeção sanitária
A nova regra foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta (18) e é resultado da crise hídrica
atualizado
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O Distrito Federal conta com novas regras para a venda de água potável em caminhões-pipa. As orientações constam em uma instrução normativa publicada no Diário Oficial do Distrito Federal nesta quinta-feira (18/5).
Com o aumento da demanda em função do racionamento, o governo de Brasília decidiu criar um mecanismo mais rigoroso para garantir que os veículos distribuam água de maneira adequada, sem riscos de contaminação.
O dono do caminhão-pipa deverá, obrigatoriamente, submeter o veículo a uma inspeção da Vigilância Sanitária, da Secretaria de Saúde, que verificará as condições de higiene, transporte e armazenamento da água.
Após a vistoria, será emitida uma espécie de certificado, documento que autoriza o serviço. A qualquer momento, fiscais da Vigilância Sanitária poderão inspecionar as condições do caminhão-pipa.Caso o proprietário descumpra as condições, perderá o certificado, terá suspenso o direito de transportar água em caminhão-pipa e precisará pagar multa que varia de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. A intenção do governo com a medida é evitar surtos de doenças provocadas pela má qualidade da água
Em outubro de 2016, em função da crise hídrica, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa-DF) publicou uma resolução que restringe os horários para captação de água por caminhões-pipa em todo a capital.
Antes disponíveis durante todo o dia, os pontos de captação passaram a ser liberados para os caminhões-pipa apenas das 6h às 14h. De acordo com a estatal, há cerca de 400 máquinas do tipo na região, cada uma com capacidade para absorção de 10 metros cúbicos de água.
