A 7ª Vara Criminal de Brasília realizou nesta quinta-feira (29/11) mais uma audiência relacionada ao esquema de corrupção conhecido como Caixa de Pandora. Estava previsto para esta tarde o depoimento do marido da ex-deputada federal Jaqueline Roriz, Manoel Neto. Réu no processo por corrupção passiva, ele alegou que precisava fazer um exame médico e foi liberado. Em seguida foi ouvido Davi Braz, testemunha da defesa de José Roberto Arruda.

Braz é servidor da Companhia Energética de Brasília (CEB), foi assessor parlamentar de Arruda na Câmara dos Deputados e trabalhou na campanha do ex-governador em 2006. Na audiência, ele disse que seria improvável Jaqueline e Manoel terem aceitado dinheiro para apoiar José Arruda, naquele pleito, em vez da concorrente Maria de Lourdes Abadia – então a candidata oficial de Joaquim Roriz.

Na ação ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o delator da Caixa de Pandora Durval Barbosa acusa a ex-parlamentar e seu marido de terem recebido R$ 50 mil de origem ilícita, das mãos dele, para fazerem campanha a Arruda. Posteriormente, o casal teria ganhado mesadas e aparelhos Nextel. Eles também foram responsáveis pela nomeação do administrador de Samambaia à época.

Na ação apreciada nesta quinta, são analisados os casos dos réus por corrupção ativa – José Roberto Arruda e Durval Barbosa –, além do de Manoel Neto, acusado por corrupção passiva. O processo de Jaqueline Roriz corre separadamente.

O esquema de corrupção é tratado em 17 ações judiciais. Arruda está em 12 delas. Até dezembro será realizada uma série de interrogatórios sobre o processo, aberto há 9 anos.