Cafetões exploravam e ameaçavam prostitutas no DF, diz Polícia Civil

Três pessoas foram presas e acusadas de explorar, com mão de ferro, a prostituição em casa noturna que funciona no SIG desde 2000

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1 de 1 prostituta-prostituicao-1455215638854_v2_900x506 - Foto: Getty Images

A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha acusada de exploração sexual de mulheres em uma casa noturna localizada no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Três mandados de prisão e dois de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quarta-feira (25/4). O proprietário, um agente e um segurança do local foram detidos temporariamente. Os policiais recolheram também documentos nas casas dos suspeitos e no estabelecimento.

F. M. M., 45 anos, E. S. S., 44, e T. R. T., 26, foram presos temporariamente no âmbito da Operação Lupanar, deflagrada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). As investigações começaram em 2015, após uma denúncia de violência doméstica feita por um ex-garota de programa que tinha um relacionamento com um dos envolvidos. A Apples Night Club funciona no SIG desde 2000.

Segundo a delegada Sandra Melo, chefe da Deam, diversas testemunhas denunciaram a exploração ao Ministério Público do DF. Durante as investigações, a polícia constatou que a casa noturna facilitava a entrada das prostitutas no local.

“O simples fato de não cobrar a entrada já incorre no crime de favorecimento. Eles tinham toda uma logística. O controle era feito com uma lista de presença, indicando quem foi, quem faltou. As meninas que faltavam recebiam uma multa de R$ 100 por dia. Elas eram orientadas a, depois que conseguissem um cliente, fazê-los consumir pelo menos três doses de bebida alcoólica e pegar outras para elas”, explica a delegada.

Os programas custavam entre R$ 500 e R$ 800. Parte desse valor, entre 20% e 25%, tinha de ser transferida para os proprietários. As mulheres precisavam acertar a conta no caixa do estabelecimento antes de sair para os encontros com os clientes ou receber o dinheiro e repassá-lo depois.

Segundo a Polícia Civil, os cafetões faziam um controle rigoroso das contas. As cobranças das dívidas eram feitas sob ameaça. Uma testemunha informou que as mulheres eram intimidadas até mesmo com armas de fogo, mas os agentes não conseguiram localizá-la durante o cumprimento das buscas e apreensões.

A Deam também investiga suposta exploração sexual de menores com a utilização de documentos falsos que indicavam a maioridade. “Isso ainda não está confirmado, mas seguimos apurando”, destacou a delegada.

O fechamento da Apples Night Club é atribuição da Agência de Fiscalização do DF (Agefis). A polícia informou que já oficiou o órgão, mas ainda não recebeu o retorno se o local será, de fato, interditado. “Foi apresentado um alvará para funcionamento de restaurante e bar, e ainda temos de verificar a autenticidade”, diz a chefe da Deam.

Os três homens presos na operação responderão pelos crimes de organização criminosa, favorecimento e manutenção de casa de prostituição, além de rufianismo. A soma das penas pode variar de 6 a 17 anos de prisão.

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