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Distrito Federal

Cade investigará práticas irregulares em escândalos na Saúde do DF

Conselho solicitou à força-tarefa de combate à corrupção do MPDFT o compartilhamento de provas das operações Checkout e Conexão Brasília

04/12/2018 16:24, atualizado 04/12/2018 17:04
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Felipe Menezes/Metrópoles
Cade investigará práticas irregulares em escândalos na Saúde do DF

As denúncias de corrupção na rede de saúde pública do Distrito Federal vão ser apuradas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Nesta terça-feira (4/12), representantes da autarquia federal se reuniram com membros da força-tarefa da Comissão de Combate à Corrupção do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) para pedir o compartilhamento das provas das operações Conexão Brasília e Checkout.

Os promotores de Justiça Luis Henrique Ishihara e Rodrigo Bezerra afirmaram que o pedido será analisado pela força-tarefa e deve ser encaminhado para exame judicial. A apuração do Cade visa verificar se houve indícios de práticas anticompetitivas por parte de empresas envolvidas nos escândalos. Por sua vez, os técnicos da autarquia vão compartilhar com o MPDFT a análise do material recolhido.

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Na última quinta-feira (29/11), a força-tarefa deflagrou a Operação Conexão Brasília, que prendeu dois ex-secretários de Saúde do Distrito Federal – Rafael Barbosa e Elias Miziara. A dupla comandou a pasta no governo de Agnelo Queiroz (PT-DF). Eles são investigados por peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e organização criminosa.

As fraudes teriam ocorrido em contratos feitos na área por meio de adesão à ata de registros de preços da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro. A concorrência seria para compra de órteses e próteses. A fornecedora dos materiais é acusada de fazer parte de um cartel de empresas que vendem materiais hospitalares. Os preços a serem pagos com dinheiro público eram combinados entre elas.

Em 29 de junho deste ano, a Operação Checkout mirou servidores da Secretaria de Saúde e funcionários de empresas privadas. Eles estariam envolvidos em suposto esquema de fraude em licitação e corrupção na compra de macas, leitos, entre outros móveis, para unidades da rede pública de saúde do DF. (Com informações do MPDFT)