Brasilienses terão semana de noites frias e dias mais secos, diz Inmet

Sem chuvas previstas até setembro, estação exige atenção redobrada quanto à preservação da saúde e à prevenção de queimadas

atualizado

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Arthur Menescal/Especial Metrópoles
CLIMA DO TEMPO
1 de 1 CLIMA DO TEMPO - Foto: Arthur Menescal/Especial Metrópoles

Com a aproximação do inverno, o Distrito Federal inicia a transição para o período de estiagem, caracterizado por temperaturas mais elevadas e baixa umidade relativa do ar. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), embora as noites ainda permaneçam frias e as temperaturas amenas persistam nas próximas semanas, os índices de umidade já oscilam entre 30% e 40%, indicando o início da seca climática típica da região.

Na manhã desta segunda-feira (16/6), os termômetros registraram mínima de 10°C, com previsão de máxima de 27°C ao longo do dia. Em algumas localidades, como a região administrativa do Gama, a umidade relativa do ar chegou a atingir 28% nas primeiras horas da manhã, patamar que é considerado preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece o nível ideal acima de 60%.

Segundo o meteorologista Olívio Bahia, do Inmet, este período de transição tende a agravar-se gradualmente nas próximas semanas e pode afetar diretamente a saúde da população. “As condições típicas dessa época do ano, como o ar seco, ausência de chuvas e aumento da radiação solar, contribuem para sintomas como ressecamento da pele, irritação nos olhos e desconforto físico generalizado, impactando a qualidade de vida e o desempenho diário das pessoas”, afirma.

Diante desse cenário, é recomendado a adoção de medidas preventivas para minimizar os efeitos da seca sobre o organismo. A ingestão frequente de líquidos, o uso diário de protetor solar e a limitação da exposição direta ao sol, especialmente entre 10h e 16h, estão entre as orientações mais importantes.

Meio ambiente

A preocupação também se estende ao meio ambiente. A escassez de chuvas até, pelo menos, o mês de setembro aumenta consideravelmente o risco de queimadas em áreas urbanas e rurais do DF. De acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o Cerrado é o bioma mais afetado por incêndios nos últimos 39 anos. Em 2023, mais de 10 mil hectares foram consumidos pelo fogo, representando um dos piores índices já registrados.

A expectativa, no entanto, é de redução nos focos de incêndio para o ano de 2024. Para que isso se concretize, Olívio Bahia reforça a importância da conscientização da população. “É imprescindível que os cidadãos evitem qualquer prática que possa desencadear incêndios, como acender fogueiras, queimar lixo ou lançar bitucas de cigarro em áreas de vegetação. A responsabilidade coletiva será determinante para que o Distrito Federal atravesse este período com segurança e menor impacto ambiental possível”.

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