Black Friday: consumidores do DF se queixam de propaganda enganosa

De acordo com o site Reclame Aqui, foram registradas 67 reclamações na capital do país até as 11h desta quinta-feira (23/11)

EVELSON DE FREITAS / AEEVELSON DE FREITAS / AE

atualizado 23/11/2018 14:26

A Black Friday tem dado dor de cabeça para alguns consumidores do Distrito Federal. Segundo dados do Reclame Aqui, site que registra queixas contra empresas, as principais reclamações são relacionadas a propaganda enganosa (37,5%). A outra denúncia é sobre atraso na entrega e divergência de valores, ambos com 3,6%.

Foram 67 reclamações entre quinta-feira (22/11) e 11h desta sexta-feira (23).  Os clientes do DF têm se apontado problemas com monitores e passagens aéreas, os dois com 11,4%. Em seguida, estão cartão de crédito e jogos, com 8,6%. No país, já foram 2.794 queixas até esta sexta.

Para quem pretende sair às compras e aproveitar as promoções, Rafael Rico, membro da Associação Brasileira dos Educadores Financeiros (Abefin), dá algumas dicas. Ele diz que a primeira coisa é refletir se você está realmente precisando do produto, se é um desejo ou até “comportamento de manada”, ou seja, comprar porque todo mundo está fazendo o mesmo. “É preciso fazer um planejamento. Com as contas organizadas é uma boa oportunidade para economizar”, explica.

Definidas as necessidades, é hora de ir às compras. A dica de Rafael é prestar atenção aos descontos falsos para não levar o produto pela metade do dobro. Alguns aplicativos ajudam na pesquisa, monitorando as mudanças de preço ao longo dos meses. Outro ponto importante é verificar o valor do frete, no caso de lojas on-line. “Às vezes as lojas acabam compensando na entrega e ela sai mais cara do que o normal”, ensina.

Ele explica ainda que os preços nas lojas físicas podem ser mais altos por conta de aluguel e funcionários, por exemplo. Por isso, é preciso pesquisar não só entre lojas diferentes como também as opções online.

O educador financeiro diz que o 13º salário pode ajudar a bancar as compras, mas apenas se o consumidor não tiver dívidas a quitar. “Pode ser considerado uma renda extra, sim, mas é importante guardar um valor para imprevistos e previstos, como Natal, material escolar, parcelas de impostos, etc”, conta.

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