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Distrito Federal

Barracas destruídas e "galinhada com água": veja estragos da chuva no QG

Um espaço destino à "confissão dos pecados" pelos religiosos do local, também veio ao chão no QG do Exército

26/12/2022 13:51, atualizado 26/12/2022 14:03
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Milena Carvalho/Metrópoles
Registros de barracas arrasadas pela chuva no acampamento de militantes bolsonaristas em frente ao QG do Exército de Brasília, com muita lama em volta - Metrópoles

As fortes chuvas da manhã desta segunda-feira (26/12) causaram prejuízos no acampamento do bolsonaristas em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília. Dezenas de barras e tendas ficaram completamente destruídas no local.

Um espaço destino à “confissão dos pecados” pelos religiosos do local, também veio ao chão. Em cerimônia religiosa celebrada nesta manhã, os participantes rezaram e cantaram pela paz no acampamento.

O horário do almoço também foi afetado. Os campistas esperaram que a chuva diminuísse para que formassem fila para pegar as marmitas.

Em meio às goteiras um bolsonarista comentou que o prato do dia seria “galinhada com água”.

Comentários sobre atentado no aeroporto

Após a prisão do empresário bolsonarista George Washington Oliveira de Sousa, 54 anos, por atentado terrorista, na noite de sábado (24/12), “patriotas” acampados em frente ao Quartel-General do exército em Brasília reuniram-se para comentar a tentativa de atentado no Aeroporto Interacional de Brasília.

Segundo os campistas, George nunca esteve no acampamento do QG e seria um “falso bolsonarista”.

“É cheio de falso bolsonarista por aí. Não representam a gente. É tudo armação com gente infiltrada. Se esse George esteve aqui foi como infiltrado também”, comentou um bolsonarista durante conversa em uma das tendas do QG.
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Estruturas foram ao chão depois de uma forte chuva na manhã desta segunda (26/12)
Até mesmo a barraca montada para o "confessionário" não resistiu
Outras também caíram
O estrago ocorreu em diversas áreas do QG do Exército
Barracas destruídas e “galinhada com água”: veja estragos da chuva no QG - imagem 6
Barracas ficaram completamente destruídas
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Barracas ficaram completamente destruídas

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Estruturas foram ao chão depois de uma forte chuva na manhã desta segunda (26/12)
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Estruturas foram ao chão depois de uma forte chuva na manhã desta segunda (26/12)

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Até mesmo a barraca montada para o "confessionário" não resistiu
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Até mesmo a barraca montada para o "confessionário" não resistiu

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Outras também caíram

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O estrago ocorreu em diversas áreas do QG do Exército
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Grupo de bolsonaristas sentados no QG
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Grupo de bolsonaristas sentados no QG

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O empresário foi preso com arsenal composto por armas e explosivos, na noite de sábado (24/12), véspera de Natal. Em depoimento, ele afirmou que veio para a capital federal “preparado para guerra” e que aguardava uma “convocação do Exército”, pois é um “defensor da liberdade”.

O objetivo era “dar início ao caos”, com intenção de supostamente levar a uma “decretação do estado de sítio no país” e “provocar a intervenção das Forças Armadas”.

Enquanto carregavam os telefones na gambiarra de energia, outros grupos do QG comentaram sobre a prisão de George Washington.

“Querem se passar pelo movimento do QG, por isso não podemos sair daqui. E não vamos deixar o acampamento de jeito nenhum. Esse sujeito está sendo investigado pelo ministro da Justiça”, inflamou outro campista.

Questionados por uma mulher se deveriam falar sobre a prisão no microfone, o grupo decidiu que não comentariam sobre o caso. “Não vamos dar palco”, disseram.

Outros suspeitos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apura a participação de, ao menos, dois suspeitos em tentativa de atentado perto do Aeroporto de Brasília, no sábado (24/12). Os agentes investigam se o bolsonarista George Washignton de Oliveira Sousa, 54 anos, teve ajuda de outras pessoas para armar a bomba na capital federal.

Um dos suspeitos identificados pela PCDF é o apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), Alan Diego dos Santos Rodrigues (foto em destaque), 32. Durante depoimento à polícia, George citou o nome de Alan como um dos manifestantes acampados no Quartel-General do Exército que teria ajudado no atentado.

O outro seria um suspeito que estaria no QG e foi citado pelo empresário preso no fim de semana. O nome dele ainda está sendo mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações.