Aulas presenciais: pais e professores aprovam vacinação de jovens com 13 anos no DF

Famílias e educadores avaliam que imunização de estudantes é necessária para garantir o projeto de retomada das salas de aula em Brasília

atualizado 18/09/2021 17:01

Escola públicaHugo Barreto/Metrópoles

Para pais de estudantes e professores, a vacinação contra Covid-19 para os  adolescentes de 13 anos é um passo necessário para a manutenção das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares. Neste contexto, famílias e educadores avaliaram positivamente o anúncio da vacinação desse grupo de jovens, feito neste sábado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

Do ponto de vista do presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF), Alexandre Veloso, a vacinação é importante para a segurança sanitária e uma forma de minimizar o contágio dos alunos das escolas públicas e particulares.

“Com a menor circulação do vírus no ambiente escolar, é mais segurança pra todos da comunidade escolar”, destacou o representante dos pais dos estudantes. “Temos que respeitar a Ciência, a indicação da fabricante da vacina e também dos órgãos de controle aqui no Brasil e no DF”, ressaltou.

Nesse sentindo, tendo o aval de especialistas e autoridades sanitárias, a Aspa aguarda a possibilidade de vacinação dos estudantes com 12 anos. “Isso vai de alguma maneira ajudar no retorno gradual e constante das atividades presenciais nas escolas”, comentou Veloso.

Para a Aspa, o modelo híbrido, de rodízio entre aulas remotas e presenciais, atualmente aplicado nas escolas públicas, não é ideal, pois os estudantes precisam recupera o convívio social dentro da comunidade escolar, bem como os pais, também necessitam retomar a rotina.

Um passo na jornada

O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) também considera o avanço da vacinação como um passo fundamental. “Importante esse avanço da vacinação dos adolescentes, agora a partir dos 13 anos, pois com o retorno das aulas presenciais todos ficam mais protegidos. Importante ressaltar que mesmo vacinados devem continuar tendo todos os cuidados com relação ao distanciamento, utilização de máscaras e higienização das mãos com frequência”, comentou o diretor da entidade, Samuel Fernandes.

Por outro lado, do ponto de vista do Sinpro, muitas escolas públicas apresentam problemas estruturais, a exemplo da falta de ventilação adequada nas salas de aula.

“Os protocolos ainda são falhos dentro das escolas, pois já recebemos algumas denúncias de casos confirmados de Covid entre professores ou alunos e mesmo assim não houve testagem em massa no ambiente escolar e, em alguns casos, nem as aulas foram suspensas, ficando todos ali vulneráveis, correndo riscos de serem contaminados”, ressaltou Fernandes.

Contaminações

O Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino no DF (Sinproep-DF) compartilha da avaliação. “A gente vê com bons olhos. Uma vez que estamos tendo vários casos nas escolas. Temos várias com turmas e até segmentos em função da contaminação. A forma de resolver isso é a vacinação dos jovens. Esperamos que isso ocorra o mais rápido possível”, resumiu o diretor da instituição, Rodrigo de Paula.

O Ministério da Saúde recomendou a suspensão da vacinação dos adolescentes. Contudo, o Governo do Distrito Federal (GDF) manteve a imunização dos jovens acima de 14 anos e planeja começar aplicar doses nos braços do grupo com 13 anos, a partir de terça-feira (21/9).

Governo federal recomenda não vacinar

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, na tarde de quinta-feira (16/9), que foram registrados cerca de 1,5 mil eventos adversos à vacina e atribuiu a suspensão da campanha ao que chamou de “desorganização” dos estados e municípios. Ele ainda enfatizou que há casos em que imunizantes da AstraZeneca, Coronavac e Janssen foram aplicados nesse público.

“Falei de maneira reiterada sobre a importância de se observar as recomendações do PNI. Temos um país continental, 26 estados, DF, 5.570 municípios. Precisamos falar o mesmo idioma, a mesma língua, senão não vamos progredir. Se cada um quiser falar uma língua, não vamos nos entender”, frisou.

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