Associação sobre julgamento de oficiais da PMDF: “Hora do abate”

A Asof alega que os militares são “acusados indevidamente de apoiar uma suposta tentativa de golpe”. Não há data para julgamento

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto
Fachada e arcos do STF
1 de 1 Fachada e arcos do STF - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto

A Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal (Asof) afirmou que a alta cúpula da PMDF acusada de omissão nos ataques de 8 de janeiro “aguarda silenciosamente a hora do ‘abate’, como verdadeiro gado em um matadouro”. Após o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar três vezes a data do julgamento dos sete militares envolvidos, na semana passada o item saiu de pauta e não há nova data definida.

Em nota, a associação define os militares como “massa de manobra”. Segundo a associação, o cargo é silenciado pela hierarquia. Em defesa dos oficiais, a Asof alega que os militares são “acusados indevidamente de apoiar uma suposta tentativa de golpe” e que acredita na inocência dos envolvidos.

O texto ainda aponta outras instituições que, segundo a associação, estariam sendo deixadas de lado na investigação. “Instituições como o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a Abin, entre outras, foram convenientemente esquecidas, mesmo sendo atores centrais para a elucidação dos fatos. Cai sobre nossos ombros a culpa total por fatos sobre os quais não tínhamos controle, tampouco autoridade para intervir”, frisa.

São réus nesse processo:

  • Coronel Fábio Augusto Vieira, então comandante-geral da PMDF
  • Coronel Klepter Rosa Gonçalves, então subcomandante-geral da PMDF
  • Coronel Jorge Eduardo Barreto Naime, ex-chefe do Departamento de Operações
  • Coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, chefe de operações especiais em exercício no dia 8/1
  • Coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos
  • Major Flávio Silvestre de Alencar
  • Tenente Rafael Pereira Martins

Denúncia da PGR

Ao aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), em fevereiro de 2024, Moraes disse que a “omissão imprópria” de que os oficiais são acusados possibilitou a execução dos atentados contra as sedes dos Três Poderes federais.

Os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux acompanharam o voto de Moraes.

Na denúncia, a PGR destacou que havia “uma profunda contaminação ideológica de parte dos oficiais da PMDF denunciados, que se mostraram adeptos de teorias golpistas e conspiratórias sobre fraudes eleitorais”.

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