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Distrito Federal

Assassino de adolescente morto ao defender mãe é denunciado pelo MPDFT

Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça de homem que atirou na ex-companheira e matou ex-enteado no Itapoã

03/03/2022 15:24, atualizado 03/03/2022 15:37
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Reprodução / Redes sociais
Pedro Henrique

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou Geraldo Côrrea de Souza, de 40 anos, pela tentativa de homicídio contra a ex-companheira Luciene Xavier dos Santos, 41, e pelo homicídio de Pedro Henrique Xavier, 16, dos Santos, filho da vítima. O jovem morreu defendendo a mãe. A 2ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri do Paranoá apresentou a denúncia nessa quarta-feira (2/3).

Adolescente é morto com tiro no olho ao proteger mãe de tentativa de feminicídio

“O crime é gravíssimo. A condenação de Geraldo é fundamental, não só para Luciene e seus parentes, mas para todas as mulheres que são diariamente vítimas de violência doméstica”, destacou o promotor de Justiça, Daniel Bernoulli. Segundo a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), o denunciado tem várias passagens na polícia por roubo, estupro e furto. Além disso, consta duas ocorrências de ameaça contra Luciene, Pedro e a família das vítimas.

Violência contra a mulher: identifique e saiba como denunciar

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A violência contra a mulher é qualquer ação ou conduta que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico a ela, tanto no âmbito público como no privado
Esse tipo de agressão pode ocorrer de diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral
A violência psicológica caracteriza-se por qualquer conduta que cause dano emocional, como chantagem, insulto ou humilhação
Já a violência sexual é aquela em que a vítima é obrigada a manter ou presenciar relação sexual não consensual. O impedimento de uso de métodos contraceptivos e imposição de aborto, matrimônio ou prostituição também são violências desse tipo
A violência patrimonial diz respeito à retenção, subtração, destruição parcial ou total dos bens ou recursos da mulher. Acusação de traição, invasão de propriedade e xingamentos são exemplos de violência moral
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Getty Images
A violência contra a mulher é qualquer ação ou conduta que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico a ela, tanto no âmbito público como no privado
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A violência contra a mulher é qualquer ação ou conduta que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico a ela, tanto no âmbito público como no privado

Hugo Barreto/Metrópoles
Esse tipo de agressão pode ocorrer de diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral
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Esse tipo de agressão pode ocorrer de diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral

Arte/Metrópoles
A violência psicológica caracteriza-se por qualquer conduta que cause dano emocional, como chantagem, insulto ou humilhação
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A violência psicológica caracteriza-se por qualquer conduta que cause dano emocional, como chantagem, insulto ou humilhação

Hugo Barreto/Metrópoles
Já a violência sexual é aquela em que a vítima é obrigada a manter ou presenciar relação sexual não consensual. O impedimento de uso de métodos contraceptivos e imposição de aborto, matrimônio ou prostituição também são violências desse tipo
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Já a violência sexual é aquela em que a vítima é obrigada a manter ou presenciar relação sexual não consensual. O impedimento de uso de métodos contraceptivos e imposição de aborto, matrimônio ou prostituição também são violências desse tipo

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A violência patrimonial diz respeito à retenção, subtração, destruição parcial ou total dos bens ou recursos da mulher. Acusação de traição, invasão de propriedade e xingamentos são exemplos de violência moral
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A violência patrimonial diz respeito à retenção, subtração, destruição parcial ou total dos bens ou recursos da mulher. Acusação de traição, invasão de propriedade e xingamentos são exemplos de violência moral

IStock
A violência pode ocorrer no âmbito doméstico, familiar e em qualquer relação íntima de afeto. Toda mulher que seja vítima de agressão deve ser protegida pela lei
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A violência pode ocorrer no âmbito doméstico, familiar e em qualquer relação íntima de afeto. Toda mulher que seja vítima de agressão deve ser protegida pela lei

Imagem ilustrativa
Segundo a Secretaria da Mulher, a cada 2 segundos uma mulher é vítima de violência no Brasil. A pasta orienta que ameaças, violência, abuso sexual e confinamento devem ser denunciados
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Segundo a Secretaria da Mulher, a cada 2 segundos uma mulher é vítima de violência no Brasil. A pasta orienta que ameaças, violência, abuso sexual e confinamento devem ser denunciados

iStock
A denúncia de violência contra a mulher pode ser feita pelo 190 da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), na Central de Atendimento da Mulher pelo 180 ou na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que funciona 24 horas
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A denúncia de violência contra a mulher pode ser feita pelo 190 da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), na Central de Atendimento da Mulher pelo 180 ou na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que funciona 24 horas

Rafaela Felicciano/Metrópoles
O aplicativo Proteja-se também é um meio de denúncia. Nele, a pessoa poderá ser atendida por meio de um chat ou em libras. É possível incluir fotos e vídeos à denúncia
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O aplicativo Proteja-se também é um meio de denúncia. Nele, a pessoa poderá ser atendida por meio de um chat ou em libras. É possível incluir fotos e vídeos à denúncia

Marcos Garcia/Arte Metrópoles
A Campanha Sinal Vermelho é outra forma de denunciar uma situação de violência sem precisar usar palavras. A vítima pode ir a uma farmácia ou supermercado participante da ação e mostrar um X vermelho desenhado em uma das suas mãos ou em um papel
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A Campanha Sinal Vermelho é outra forma de denunciar uma situação de violência sem precisar usar palavras. A vítima pode ir a uma farmácia ou supermercado participante da ação e mostrar um X vermelho desenhado em uma das suas mãos ou em um papel

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Representantes ou entidades representativas de farmácias, condomínios, supermercados e hotéis em todo DF que quiserem aderir à campanha devem enviar um e-mail para sinalvermelho@mulher.df.gov.br
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Representantes ou entidades representativas de farmácias, condomínios, supermercados e hotéis em todo DF que quiserem aderir à campanha devem enviar um e-mail para sinalvermelho@mulher.df.gov.br

Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Os centros especializados de Atendimento às Mulheres (Ceams) oferecem acolhimento e acompanhamento multidisciplinar. Os serviços podem ser solicitados por meio de cadastro no Agenda DF
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Os centros especializados de Atendimento às Mulheres (Ceams) oferecem acolhimento e acompanhamento multidisciplinar. Os serviços podem ser solicitados por meio de cadastro no Agenda DF

Agência Brasília
Homem que jogou água fervente na própria irmã é preso em Manaus
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Homem que jogou água fervente na própria irmã é preso em Manaus

Agência Brasília
A campanha Mulher, Você não Está Só foi criada para atendimento, acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência que pode ter sido consequência, ou simplesmente agravada, pelo isolamento resultante da pandemia. Basta ligar para 61 994-150-635
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A campanha Mulher, Você não Está Só foi criada para atendimento, acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência que pode ter sido consequência, ou simplesmente agravada, pelo isolamento resultante da pandemia. Basta ligar para 61 994-150-635

Hugo Barreto/Metrópoles

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Geraldo deve responder pela tentativa de homicídio triplamente qualificada contra Luciene. Uma das qualificadoras da acusação é motivo torpe, pois o denunciado não aceitava a interferência da mulher no contato dele com a filha do casal. A segunda é uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, porque Luciene foi abordada durante um culto religioso. Por fim, a terceira e feminicídio.

O denunciado também deve responder pelo homicídio qualificado de Pedro Henrique. O crime se deu por motivo torpe, pois o rapaz foi assassinado enquanto tentava defender a mãe dos disparos de arma de fogo. O rapaz foi atingido no olho e morreu no local. Luciene, apesar dos ferimentos, foi hospitalizada. O crime aconteceu em 19 de fevereiro, no Itapoã.

O acusado entrou na casa das vítimas durante culto religioso. Após discutir com a ex-companheira, ele empurrou e atirou contra a mulher. Mesmo ferida, ela tentou lutar com o denunciado. Neste momento, Pedro, para proteger a mãe, ficou entre ela e o agressor. Foi morto com um tiro no olho. Em entrevista ao Metrópoles, amigo do jovem disseram que ele era um garoto “muito especial”.

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