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A arrecadação do GDF com impostos e taxas cresceu em março pelo terceiro mês consecutivo. O Executivo entrou em 2018 com alta de 13,05% e manteve o aumento, chegando a 3,77% no período analisado, se considerados valores nominais, e 3,68%, descontando a inflação. A base usada é o Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), que atingiu o nível mais baixo para o período nos últimos 24 anos (0,09%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao todo, o governo arrecadou R$ 1.195.463.727,49 em março de 2018 contra R$ 1.144.972.766,99 no mesmo mês de 2017. A alta foi puxada pelo Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), que somou R$ 9.249.207,79 neste ano, comparado com R$ 4.017.752,22 do período anterior, representando um crescimento de 130,21%. Já o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) aumentou 7,97% no período analisado.

“O acréscimo no IPTU decorre do trabalho de geoprocessamento, atualização de metragem e correção dos problemas que identificamos”, afirmou o secretário de Fazenda do DF, Wilson de Paula. Para ele, as medidas tomadas ainda terão reflexo nos próximos meses. “Conseguimos um resultado muito bom, sem aumento de qualquer carga tributária. Intensificamos a cobrança administrativa, informamos a necessidade de corrigir divergências, demos prazo para o pagamento e estamos colhendo os frutos”, acrescentou.

Perspectiva
A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) cresceu 5,7% no trimestre e 1,39% em março. “Isso é reflexo da movimentação de fevereiro. Tivemos Carnaval, é um mês atípico, as pessoas viajam. Mesmo assim, os resultados são positivos. Esperamos ainda melhoras para o quadrimestre”, disse Wilson de Paula.

O ICMS é o imposto mais significativo para a arrecadação. Em março de 2017, foram R$ 586,9 milhões. Neste ano, aumentou para R$ 595 milhões, segundo dados preliminares do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo).

Já o Imposto sobre Imposto sobre Serviços (ISS) teve diminuição de 2,22%, em março. O resultado, segundo o secretário de Fazenda, ocorreu devido a uma divergência na lei que mudou a cobrança da tributação para planos de saúde e atividades financeiras. “A expectativa era boa, mas existem alguns entendimentos jurídicos que provocaram a queda. Além disso, toda vez que uma lei muda precisamos respeitar o prazo de 90 dias para iniciar as cobranças”, disse.

Trimestre
A arrecadação no primeiro trimestre chegou a um acumulado de R$ 3,8 bilhões, o que representa um crescimento de 6,03%. “Estamos mantendo a nossa previsão de 6%. Com esse aumento, conseguimos buscar o zero a zero. Todo nosso avanço é em busca do equilíbrio”, completou Wilson de Paula. Segundo ele, a previsão de déficit no orçamento de 2018 ainda é de R$ 880 milhões. “A ansiedade dos fornecedores está mais arrefecida, estamos pagando as dívidas, mas ainda temos um caminho para fechar o ano sem déficit”, disse.

 

Confira os valores em março de 2018:

Arrecadação total com impostos e taxas*
R$ 1,1 bilhão
Alta de 6,03%

ICMS
R$ 595 milhões
Alta de 1,39%

IPVA
R$ 138,7 milhões
Alta de 7,97%

IPTU
R$ 9,2 milhões
Alta de 130,21%

ISS
R$ 128 milhões
Queda de 2,21%

*Percentuais em valores nominais, sem o desconto da inflação