Após ter celular roubado, jovem perde R$ 10 mil em operações bancárias

Thais Borges Silva, 21 anos, foi roubada com o celular destravado durante uma viagem. A jovem acompanhou transferências feitas pelo bandido

atualizado 17/05/2022 18:45

Mulher de cabelo liso e blusa preta de gola alta e manga comprida divide a tela com print de transferências bancáriasReprodução

A estudante Thais Borges Silva, 21 anos, vive uma história de terror desde que teve o celular roubado, em São Paulo, durante uma viagem de férias. A moradora de Taguatinga achava que o prejuízo seria apenas pelo celular, mas, com o aparelho destravado, os criminosos realizaram operações bancárias que totalizaram mais de R$ 10 mil de prejuízo.

A jovem usava o aparelho para pedir um transporte por aplicativo quando acabou roubada, em 17 de abril. Ela conta que o ladrão passou de bicicleta e pegou o celular da mão dela. Desesperada, Thais chegou a registrar ocorrência, mas, quando voltou a Brasília, percebeu que o prejuízo era bem maior.

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“Foi tudo bem rápido, a coisa mais estranha que já vivi. Fiz o boletim de ocorrência e liguei para bloquear os cartões, mas fiquei sabendo que ele já tinha feito transferências. Eu me senti invadida, sabe? O cara entrou na minha privacidade, acessou tudo que era pessoal meu. É uma sensação horrível. Aí, você entra em contato com os bancos, a operadora e ninguém faz nada”, lamenta Thais.

Ao Metrópoles a estudante revelou que, cerca de minutos após o roubo, o ladrão havia feito várias transações no nome dela. Nos cartões de crédito Nubank, Itaú e PicPay, o homem usou R$ 6,2 mil. As transferências por Pix chegaram a R$ 1 mil, além de um empréstimo de R$ 2,2 mil. A jovem conta que havia comprado recentemente o celular de R$ 7,2 mil.

Veja: 

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O ladrão também usou o WhatsApp de Thais para aplicar golpes e pedir transferências bancárias para os contatos da jovem. Com essa prática, o homem conseguiu mais de R$ 2,2 mil via Pix.

“Primeiro que o roubo em si já me trouxe muitas consequências emocionais. Desde aquele dia, meu sentimento é de medo, insegurança. E o sentimento só piora quando eu chego na polícia pedindo por ajuda e eles simplesmente falam que não podem fazer nada. É um sentimento de incapacidade muito grande”, lamenta.

Viralização na internet

Depois de quase um mês tentando reaver os valores usurpados pelos criminosos, a estudante publicou o caso nas redes sociais, na quinta-feira (12/5), contando o drama que viveu e o desespero de ainda não ter recuperado o dinheiro retirado pelos criminosos.

A jovem está desesperada, pois está sendo cobrada pelas dívidas feitas no cartão de crédito, que estão gerando juros. “Não há qualquer condição de pagar essas dívidas. E os bancos vão sujar o meu nome, não tenho o que fazer”, reclama.

A publicação viralizou nas redes sociais, mas Thais continua sem um desfecho satisfatório dos bancos. Ela reclama ter recebido apenas respostas prontas do Nubank e do Itaú e que a empresa Pic Pay alegou estar investigando o caso e que ela teria de aguardar um retorno.

O outro lado

Ao Metrópoles, o Itaú informou que a cliente teve o prejuízo ressarcido 10 dias depois do ocorrido. Leia a manifestação do banco, na íntegra:

O Itaú Unibanco informa que o caso em questão foi resolvido em 27/04, sem prejuízos à cliente. O Itaú reforça que, ao ser vítima de qualquer sinistro, é necessário contatar imediatamente o banco para bloqueio temporário de senhas, produtos ou serviços e registrar boletim de ocorrência, de modo que as autoridades competentes possam tomar as medidas necessárias. Estas e outras orientações de segurança também estão disponíveis no site itau.com.br/segurança.”

As outras instituições financeiras citadas por Thaís não haviam se manifestado até a última atualização desta reportagem.

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