Após prisão em Israel, ativista brasiliense Thiago Ávila retorna ao DF. Veja vídeo
Ávila desembarcou no Aeroporto Internacional de Brasília próximo das 23h50 dessa segunda, sob gritos de “do rio ao mar, Palestina livre já”
atualizado
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O ativista brasiliense Thiago Ávila, que foi deportado de Israel após mais de 10 dias presos no país, retornou ao Distrito Federal na noite dessa segunda-feira (11/5). No Aeroporto Internacional de Brasília, familiares, amigos e outros membros da comunidade pró-Palestina, recepcionaram Ávila.
Veja:
Ele chegou à capital próximo das 23h50, sob gritos de “do rio ao mar, Palestina livre já”.
Antes de retornar ao DF, o ativista desembarcou mais cedo no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde foi recepcionado por integrantes da comunidade palestina.
O ativista brasiliense e o ativista espanhol Saif Abukeshek estavam presos desde 29 de abril em Israel, após serem interceptados enquanto integravam a flotilha Global Sumud com destino a Gaza.
Da flotilha à prisão
- O ativista foi preso em 29 de abril, durante ação das forças de segurança israelenses contra a flotilha da Global Sumud, que seguia em direção a Gaza para fornecer ajuda humanitária;
- A frota reunia cerca de 22 embarcações e 175 ativistas, que foram colocados sob custódia durante toda a operação, segundo os organizadores;
- O governo de Israel afirma que a missão possui ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), sancionada pelos EUA por suposta ação a favor do Hamas;
- Os organizadores da flotilha rebatem a afirmação e declaram que a intenção era apenas de ajuda humanitária. Em nota conjunta, o governo do Brasil e da Espanha condenaram a detenção dos ativistas;
- Thiago chegou a sofrer ameaças de morte e de ficar detido por até 100 anos, segundo informações repassadas pela família do ativista ao Metrópoles;
- A esposa dele, Lara Souza Ávila, afirmou que Thiago ficou em cela solitária, sob luzes intensas durante 24 horas, o que causou privação de sono e desorientação no brasileiro.
O Ministério de Relações Exteriores de Israel e a organização de direitos humanos Adalah confirmaram a deportação dos ativistas no domingo (10/5).
A ONG comemorou a libertação e condenou a ação, considerando a medida “flagrante violação de direito internacional”. “O uso de detenção, interrogatório e tortura contra ativistas e defensores dos direitos humanos é uma tentativa inaceitável de suprimir a solidariedade global com os palestinos em Gaza”, completou.








